Bondinho volta a funcionar no Rio após morte de turista

Após acidente, vítima teve pertences roubados. Passageiros desmentem secretaria e afirmam que bonde saiu de estação com passageiro em pé

AE |

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O bonde que liga o centro do Rio ao bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, voltou a funcionar normalmente neste sábado. Na sexta (24), o turista francês Charles Damien Pierson, de 24 anos, morreu ao cair do bondinho.

Ele viajava no estribo, do lado de fora do veículo, e perdeu o equilíbrio ao inclinar o corpo para tirar uma fotografia no momento em que o veículo trafegava sobre os Arcos da Lapa, a 17,6 metros de altura.

O trilho é cercado por uma tela, mas, segundo as testemunhas do acidente, a proteção só fica presa pelas laterais, em barras de ferro. Pierson teria escorregado por baixo da tela. Um morador de rua que presenciou a queda contou ainda que dois adolescentes roubaram a câmera fotográfica do turista e pertences que estavam em seu bolso.

Mônica Imbuzeiro/Agência O Globo
Tela de segurança que protege os bondinhos que passam pelos Arcos da Lapa. Corpo teria passado por um vão e caiu no solo

O condutor do veículo prestou depoimento na 5º DP de Santa Teresa, e, por solicitação da perícia, a circulação se manteve interrompida até o final do dia. A Secretaria de Transportes informou que "o bonde deixou a estação Carioca com 40 pessoas embarcadas, limite máximo permitido, e sem passageiros no estribo". Ainda de acordo com a Secretaria, em reunião realizada há menos de uma semana, o IPHAN apresentou o projeto para a revitalização das grades que margeiam os Arcos.

Passageiros pendurados

Em nota, a Secretaria Estadual de Transportes informou que o bonde deixou a estação da Carioca com 40 pessoas embarcadas, limite máximo permitido, e sem passageiros no estribo. Testemunhas que estavam no bonde, entretanto, contestam a informação. E afirmam que o bonde partiu com o turista francês e outros pendurados do lado de fora.

Divulgação/Riotur
Apesar de a Secretaria de Transportes ter informado que ninguém estava pendurado no bonde, prática de andar no estribo é comum e tolerada

"Ninguém avisou que não podia andar em pé no estribo. E disseram que é comum as pessoas irem penduradas", afirmou a pedagoga Débora Perillo Samori, 33 anos, que fazia, com parentes, sua primeira viagem no veículo.

Não só isso, segundo ela. "Anunciaram no alto-falante da estação de embarque que quem quisesse podia ficar em pé e não pagaria passagem. Nós estávamos há uma hora na fila e começou uma segunda fila paralela em que o rapaz francês entrou com a acompanhante dele (que seria uma turista alemã). Eles tinham acabado de chegar".

*com informações de iG, Rio de Janeiro


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