Bombeiros unificam reivindicações para negociar com o governo

Associação de Cabos e Soldados entrou no movimento por melhores salários para a categoria

Agência Brasil |

AE
Manifestantes continuaram com protestos, à espera da libertação dos bombeiros
Diversos representantes de militares do Corpo de Bombeiros reuniram-se nesta segunda-feira (6) para tentar unificar o movimento e negociar com o novo comando da corporação. A mobilização por melhores salários, que começou com a insatisfação de cerca de 40 guarda-vidas do Grupamento Marítimo do Rio de Janeiro em abril deste ano, foi gradativamente recebendo a adesão de bombeiros de diversas unidades.

Agora, associações representativas, como a de Cabos e Soldados dos Bombeiros do Rio, também querem participar da mobilização, que não tem um comando unificado, e ajudar na negociação com o governo do estado.

“O comando atual do Corpo de Bombeiros já deu sinal verde de que vai receber as associações e alguns membros mobilizados do Grupamento Marítimo. Convidamos alguns membros do movimento para sentar junto com as associações, traçar uma pauta única e sentar definitivamente numa mesa de diálogo”, disse o presidente da Associação de Cabos e Soldados, Nilo Guerreiro.

Para protestar por melhores salários, os bombeiros fizeram uma manifestação por ruas do centro do Rio na última sexta-feira (3). O protesto terminou com uma invasão ao Quartel Central da corporação. Na manhã de sábado (4), o Bope (Batalhão de Operações Especiais) invadiu a unidade, houve confusão, bombas de efeito moral foram lançadas e os manifestantes se entregaram. 439 bombeiros acabaram presos mas a Justiça Militar ainda não foi comunicada do fato.

Os responsáveis pela invasão ao quartel foram chamados de "vândalos" e "irresponsáveis" pelo governador Sérgio Cabral.

Após o episódio, o então comandante dos bombeiros, coronel Pedro Machado foi exonerado depois e, em seu lugar, assumiu o coronel Sérgio Simões, que já convidou os manifestantes para conhecer as reivindicações e ajudar a negociar com o governador Sérgio Cabral.

O secretário de Estado da Casa Civil, Régis Fichtner, disse hoje pela manhã que não há negociação com os bombeiros em razão da invasão ao quartel.

Pauta da reunião

Entre os pontos discutidos na reunião estava a definição de uma pauta salarial para os bombeiros. Os bombeiros guarda-vidas, por exemplo, querem salário mínimo de R$ 2 mil (líquido) para os soldados. Já as associações propuseram que a reivindicação fosse modificada de forma a se adequar à Lei Estadual 279/79, que dispõe sobre a remuneração dos policiais e bombeiros militares fluminenses.

A proposta das associações é que o soldo (salário-base do militar) passe dos R$ 334,27 atuais para R$ 662, valor do piso salarial dos vigilantes privados. Com isso, o salário líquido do soldado (que inclui gratificações e benefícios) passaria de R$ 950 para cerca de R$ 2.600.

Os guarda-vidas presentes na reunião disseram que o apoio das associações será importante, mas afirmaram que só desejam negociar pautas salariais depois que os 439 bombeiros presos no último sábado (4) sejam libertados, inclusive o cabo Benevenuto Daciolo, um dos líderes informais do movimento.

Hoje, associações ligadas às polícias Civil e Militar e outros servidores do Estado se reúnem para discutir mobilizações em conjunto por melhores salários.

Assista vídeo que mostra os bombeiros presos em um quartel de Niterói:

null Veja imagens dos bombeiros presos em quartel no Rio de Janeiro

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