Bombeiros presos em São Gonçalo são transferidos

PM confirmou em nota oficial o término da autuação e transferência dos detidos para Academia dos Bombeiros, em Niterói

iG Rio de Janeiro |

O setor de Relações Públicas da Polícia Militar do Rio confirmou o início da transferência dos bombeiros presos na Corregedoria da corporação em São Gonçalo. Todos os 439 presos, de acordo com comunicado oficial da PM, foram transferidos para a antiga sede da Academia dos Bombeiros em Jurujuba, Niterói, onde serão acomodados em colchões e agasalhos no ginásio.

A nota informa ainda que, durante o trabalho de autuação, os bombeiros que não eram requisitados foram alojados em instalações da própria Corregedoria. Alguns acabaram dormindo nos ônibus devido à falta de espaço. O próprio Corpo de Bombeiros providenciou a alimentação.

Segundo a PM, os 439 bombeiros presos podem pegar uma pena de dois a dez anos de prisão, de acordo com Código Penal Militar. Os soldados presos foram autuados em quatro artigos do Código Penal Militar: motim; dano em viatura; dano às instalações; e impedir e dificultar saída para socorro e salvamento.

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil seção Rio de Janeiro (OAB-RJ) decidiu acompanhar a situação dos bombeiros presos. O presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, que as reivindicações salariais dos manifestantes são justas e legítimas: “Eles estão com os salários absolutamente aviltados, prestam um bom serviço e são admirados e benquistos pela população”.

AE
Manifestantes continuaram com protestos, à espera da liberta~ção dos bombeiros
Diversos bombeiros fizeram, na manhã deste domingo, uma manifestação em frente à Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), no Centro, cobrando o governador Sérgio Cabral que, no sábado, qualificou como “vândalos e irresponsáveis ” os bombeiros detidos. Os bombeiros presos após manifestação no centro do Rio de Janeiro serão autuados em quatro artigos do Código Penal Militar. Segundo informações da PM, os artigos são: motim, dano em viatura, dano às instalações e por dificultar e impedir saída de viaturas ou veículos para socorro e salvamento.

A prisão ocorreu após invasão, pelos manifestantes, do Quartel Central dos Bombeiros, na Praça da República. A retomada do quartel foi executada pelo Bope e pelo Batalhão de Choque da PM . A PM informou ainda que os bombeiros, enquanto aguardavam transferência, receberam alimentação nas instalações da Corregedoria da PM , em São Gonçalo.

André Teixeira/Agência O Globo
Bombeiros ocupam pátio da unidade
A PM informou ainda que os bombeiros estão prestando depoimento desde o início da noite de sábado, e receberam assistência jurídica oferecida pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública e pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

No início da tarde de sábado, a Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio (CET-Rio) informou congestionamento de trânsito na avenida Cesário de Melo, em Campo Grande, zona oeste do Rio, devido a uma manifestação de bombeiros que fechou o viaduto Alim Pedro, no centro de Campo Grande, para reivindicar melhores condições salariais e de trabalho.

Os bombeiros cobram um reajuste do piso líquido de R$ 950 para R$ 2 mil. Inicialmente, os presos detidos após retomada do quartel central ficaram na sede do Batalhão de Choque, no Estácio, antes de serem transferidos para Niterói.

*Com Agência Estado e Agência Brasil

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