Bombeiros encontram quarta vítima fatal de desabamento

Defesa Civil encerra buscas por desaparecidos no desmoronamento de prédio de três andares na Cidade Nova, no centro do Rio

Daniel Gonçalves, iG Rio de Janeiro |

Após sete horas de buscas, equipes da Defesa Civil e dos bombeiros do Rio de Janeiro resgataram, neste sábado (30), o corpo da empregada doméstica Antônia Sátiro Soares, de 46 anos, dos escombros do desabamento de um prédio de três andares na Rua Laura de Araújo, na Cidade Nova, no centro do Rio de Janeiro.

nullCom isso, segundo a assessoria da Defesa Civil, foram quatro vítimas fatais – as outras são duas crianças e uma idosa. O Instituto Médico Legal ainda não divulgou a identidade das vítimas. Segundo os bombeiros, 15 pessoas foram resgatadas com vida: 12 pessoas foram levadas para o hospital Souza Aguiar, no centro do Rio, e três foram liberadas no local do desabamento.

O coronel Pedro Machado, comandante do Corpo de Bombeiros, também informou que as buscas foram encerradas e que a limpeza da área deve continuar até o inicio da noite. Duzentas pessoas trabalham no resgate, sendo 60 homens do Corpo de Bombeiros, 30 da PM e, o restante, técnicos da Prefeitura e da Defesa Civil.

Rachadura

O desabamento ocorreu por volta das 7h. Os bombeiros chegaram às 7h15 ao local, que fica próximo ao Sambódromo, no centro do Rio. Luiz Otávio da Silva, dono da oficina mecânica que funcionava no térreo do prédio, disse que viu pedaços da parede caindo minutos antes do desabamento. Ao perceber o perigo, ele começou a bater na porta dos vizinhos para avisá-los.

Um dos moradores alertados por Luiz Otávio foi o balconista José Marcos Carvalho Silva, 33 anos, que estava trabalhando em uma padaria. “Fui no meu apartamento e vi que na cozinha tinha uma rachadura da largura de um dedo. Eu pedi a minha mulher para pegar a minha filha e comecei a chamar todo mundo. Nós tentamos ligar para a Defesa Civil, mas não deu tempo. Dez minutos depois caiu tudo”.

Outro morador, Rodrigo Cardeal da Silva, conseguiu escapar com a mulher e os dois filhos pequenos por um vão entre uma escada e o andar de cima. "Estamos sem nada. Mas a sensação é maravilhosa por estarmos vivos", disse, abraçando um filho.

Interdição e desabrigados

O secretário Estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, esteve no local. Ele descartou a possibilidade de o desabamento ter sido provocado por uma explosão de gás, como chegou a ser aventado logo após o acidente. Segundo ele, técnicos e peritos da Defesa Civil e do Instituto de Criminalística Carlos Éboli vão apontar as causas para o desmoronamento do prédio.

Côrtes disse que está sendo feito um levantamento para verificar se o prédio foi vistoriado recentemente. E, por medida de precaução, as construções adjacentes ficarão interditadas por tempo indeterminado. O secretário afirmou que os desabrigados serão cadastrados e receberão aluguel social.

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