BNDES libera R$ 400 milhões para microempreendedores da Região Serrana

Prejuízo na agricultura dos municípios afetados pelas chuvas é de R$ 270 milhões, estima Sérgio Cabral

iG Rio de Janeiro |

Marcos de Paula / Agência Estado
Mulher planta cebolinha na localidade de Imbiú, na zona rural do município de Teresópolis

Conforme antecipou o colunista do iG Guilherme Barros , microempreendedores individuais e empresas da Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro poderão ter financiamento de até R$ 400 milhões em crédito disponibilizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A medida provisória assinada pela presidenta Dilma Rousseff e publicada nesta sexta-feira (21) no Diário Oficial da União prevê que o dinheiro seja usado em capital de giro e investimentos.

“O que estamos fazendo aqui é dar injeção de ânimo econômico a esses municípios. Esses R$ 400 milhões serão muito importantes, pois, só na agricultura, foram R$ 270 milhões em prejuízos”, disse o governador Sérgio Cabral, ao lado do presidente do BNDES, Luciano Coutinho. “São mais ou menos 17 mil produtores prejudicados. Portanto, esse investimento de capital de giro mais rápido é fundamental para reorganizar a produção”, completou.

Os municípios beneficiados vão ser aqueles atingidos pelas chuvas e que decretaram estado de emergência ou calamidade pública. A medida vale para as operações de financiamento contratadas até 31 de dezembro de 2011. Os recursos virão do Programa Emergencial de Reconstrução (PER), criado em 2008 para ajudar as empresas e os municípios atingidos pelas enchentes em Santa Catarina e que, no ano passado, também foi utilizado no socorro aos estados de Alagoas e Pernambuco.

Segundo Luciano Coutinho, a verba vai priorizar os pequenos empreendedores das áreas afetadas e terá condições semelhantes ao Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que financia bens de capital a juros fixos de 5,5% ao ano. “A linha tem limite de R$ 1 milhão, dez anos de prazo de pagamento e dois anos de carência. Além da compra de máquinas e equipamentos, ela abrange a reconstrução e recuperação dos estabelecimentos”, declarou.

Repasse dos recursos

A Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro (Investe Rio) ficará responsável por repassar os recursos do BNDES, junto com o de outras instituições financeiras, como o Banco do Brasil. Segundo o presidente da Investe Rio, Maurício Chacur, três postos avançados serão abertos na serra para prestar apoio financeiro a empreendedores que tiveram suas atividades prejudicadas pela tragédia.

Ainda segundo ele, o objetivo é liberar os financiamentos o mais rápido possível para que as cidades não sofram uma queda brusca e prolongada na atividade econômica. Chacur ressaltou que o apoio de secretarias locais – que já estão realizando o levantamento dos empreendimentos que tiveram a atividade produtiva comprometida – será fundamental para dar celeridade ao processo de obtenção do financiamento.

“Elas [as secretarias] vão nos apoiar encaminhando os empreendedores locais. Além disso, através do Programa de Apoio Solidário (PAS), a Investe Rio vai utilizar unidades móveis para atender micro e pequenos empreendedores de outras localidades afetadas”, disse Chacur.

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