Patrono da Beija-Flor era escoltado por um policial civil quando foi preso

Polícia tenta prender patrono da Imperatriz Leopoldinense, Luizinho Drumond, e ex-prefeito de Teresópolis, Mário Tricano

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro |

Thiago Lontra/Agência O Globo
Aniz Abrahão David chega escoltado à sede da Polícia Civil, no centro do Rio de Janeiro
Apontado como um dos chefes do jogo do bicho no Estado do Rio de Janeiro e patrono da escola de samba Beija-Flor , Aniz Abrahão David, o Anísio, estava sendo escoltado pelo policial civil Pedro Cardoso de Almeida quando foi preso na manhã desta quarta-feira (11) no bairro de Copacabana, na zona sul da capital fluminense. Lotado na Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), o agente está licenciado.

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Thiago Lontra/Agência O Globo
Anísio estava sendo escoltado por um policial civil quando foi preso em Copacabana
O policial civil portava no momento da prisão uma pistola nove milímetros, dois carregadores e um par de algemas. De acordo com a polícia, ele é irmão de Paulo de Almeida, ex-presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).

Outro homem, identificado como o aposentado Maurício de Oliveira, também acompanhava Anísio e Pedro. Os três foram indiciados pelo crime de formação de quadrilha armada.

Segundo a Polícia Civil, o patrono da Beija-Flor estava em um Renault Sandero com uma grande quantia de dinheiro - R$ 7.698 e US$ 180 (cerca de R$ 324) -, quando foi abordado.

A prisão de Anísio nesta quarta-feira é uma continuação da Operação Dedo de Deus , deflagrada em dezembro e que resultou na prisão de mais de 40 pessoas envolvidas com o jogo do bicho. Na ocasião, o ex-prefeito de Teresópolis Mário de Oliveira Tricano foi preso, mas acabou solto beneficiado por um habeas corpus.

Leia também: Operação contra jogo do bicho prende ex-prefeito, PMs e contraventores

Anísio foi alvo da mesma operação, mas conseguiu escapar, assim como o contraventor Luiz Pacheco Drumond, o Luizinho Drumond, presidente da escola de samba Imperatriz Leopoldinense ; Hélio Ribeiro, o Helinho, presidente-administrativo da escola de samba Grande Rio ; e Yuri Soares, filho do patrono da Grande Rio. Todos conseguiram habeas corpus na época e deixaram de ser foragidos.

Nesta quarta-feira, no entanto, o desembargador Paulo Rangel, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiç, conseguiu restaurar os mandados de prisão expedidos para a Operação Dedo de Deus. Sendo assim, Luizinho, Helinho, Mário Tricano e Yuri voltaram a ser foragidos.

Em sua decisão, Rangel criticou a estratégia de defesa de Anísio.

"O paciente alega ser doente, juntando diversos atestados médicos de origem privada, mas não está numa casa de saúde como deveria, já que não goza, segundo alega, de boa saúde. Quem está com a saúde prejudicada como alega o impetrante deve estar no hospital e não fugindo da ação da polícia", afirmou o desembargador na sentença.

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