Beltrame admite implantação de mais UPPs que o planejado até 2014

No fim de semana, a polícia ocupou mais nove comunidades na região central do Rio em bairros como Estácio e Santa Teresa

Valor Online |

O secretário estadual de segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou que o Rio poderá chegar a 2014 com um número de Unidades de Política Pacificadora (UPPs) acima das 40 inicialmente planejadas. "O número de UPPs está definido desde o ano passado, são as 40 [até 2014]. Mas já estudamos, já estamos com estudo de viabilidade de expansão", ressaltou Beltrame. "Mas é como digo, UPP é coisa muito séria, que a gente não pode prometer, a gente tem que fazer para vocês verem", acrescentou, depois de participar de evento no Rio.

Para o secretário, quanto mais apoio e mais parcerias com a iniciativa privada, mais velocidade haverá na implantação das UPPs. No fim de semana, a polícia ocupou mais nove comunidades na região central da capital fluminense, em bairros como Estácio, Santa Teresa e Rio Comprido . Beltrame evitou falar sobre os volumes de drogas e armas apreendidos na operação e frisou que o objetivo era ocupar o território. Segundo ele, as estatísticas de prisão estão aumentando, inclusive em regiões pacificadas, como os 23 mandados de prisão cumpridos há 15 dias no Pavão-Pavãozinho, em Ipanema. "O que não queremos é traumatizar a população quando a polícia vai lá para devolver o que é dela, que é o território", disse Beltrame.

O governador Sérgio Cabral comemorou o resultado da operação de ontem e confirmou que o caminho de expansão das UPPs passará pelas comunidades da Rocinha, Maré e Manguinhos. "Quem diria que operações policiais no Rio de Janeiro, de retomada de território, seriam pacificamente realizadas? Aqueles que ainda insistem na vida criminosa perceberam que o poder público se uniu", disse Cabral.

Incêndio

Questionado sobre o incêndio que atingiu na manhã de hoje os barracões de Portela, União da Ilha e Grande Rio na Cidade do Samba, Cabral destacou a rapidez na ação dos bombeiros no combate às chamas, o que evitou prejuízo maior e perda de vidas.

Depois de lembrar a própria estreia no carnaval do Rio, ao desfilar em 1973 pela Em Cima da Hora ainda na época da passagem das grandes escolas pela Avenida Presidente Vargas, no Centro do rio, o governador apoiou a ideia do prefeito Eduardo Paes para que não haja rebaixamento de escolas este ano, mantendo a subida da vencedora do Grupo de Acesso. "Sobe uma, fica uma a mais e no outro ano descem duas. Achei bem razoável. Eduardo Paes está conduzindo bem, porque é muito bom prefeito e muito bom folião", brincou Cabral.

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