Batalhão de Choque, que prendeu Nem, ganha força e nova função operacional
Ex-subcomandante do Bope foi designado para transformar unidade em grupo de intervenção rápida e levar experiência da tropa de elite em operações de pacificação
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Em menos de dois meses, a mudança teve um resultado simbólico, que elevou o moral e a auto-estima do Choque, ao mesmo tempo que lhe deu notoriedade. Atuando da nova maneira, com manobra rápida de equipes, foram policiais do unidade que abordaram, seguiram e forçaram a prisão de Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico na Rocinha, ocupada no domingo (13).
Pinheiro Neto idealizou a mudança, aproveitando as características da unidade e a tornando de “pronto-emprego”, usando para isso as motocicletas. Em sua origem, em 1941, o Choque – então Pelotão Motorizado – já tinha este tipo de atuação.
Objetivo do Estado-Maior é ter duas tropas de pronto-emprego de confiança
Um dos objetivos do chefe de Estado-Maior operacional é ter, além do Bope, outra unidade de elite e intervenção rápida. Assim, a PM pode mobilizar duas equipes ao mesmo tempo e não sobrecarregar apenas os “homens de preto”, ganhando agilidade e flexibilidade.
A ida do tenente-coronel Fábio, que passou a maior parte da carreira no Bope e foi formado por Pinheiro Neto na unidade, pretendeu levar para o Choque a experiência adquirida em quase duas dezenas de operações de pacificação em que o Bope esteve envolvido. "Caveira 41", Pinheiro Neto também passou 14 anos na unidade, que comandou por dois anos.
Assim, o Choque passou a atuar de forma semelhante à do Bope, participando diretamente nas operações de pacificação e cerco às comunidades-alvos.