Bala perdida que matou jovem em Duque de Caxias pode ter saído de arma da comunidade da Mangueirinha

Hipótese havia sido descartada por policiais ontem, mas foi levantada novamente por peritos nesta quarta-feira (15)

iG Rio de Janeiro |

A bala de fuzil que matou o adolescente Mateus Queiroz, de 13 anos, na tarde da última segunda-feira, em frente ao Centro Médico Municipal de Duque de Caxias, pode ter saído de alguma arma usada na favela da Mangueirinha, na Baixada Fluminense.

A hipótese foi levantada pela polícia nesta quarta-feira, após uma perícia realizada por técnicos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) no posto médico. De acordo com os peritos, a Mangueirinha fica a dois quilômetros de distância do centro hospitalar e a bala que atingiu Mateus pode percorrer até quatro quilômetros antes de perder a potência.

Na tarde de segunda-feira, dia em que Mateus foi ferido, policiais militares do batalhão de Duque de Caxias (15°BPM) tentaram realizar uma operação da Mangueirinha. Enquanto se deslocavam pela entrada principal da comunidade, supostos traficantes teriam atirado contra os agentes.

Segundo o tenente-coronel Sérgio Mendes, comandante da operação, os policiais não revidaram "pois os tiros estavam sendo disparados do alto do morro e, em caso de revide, a possibilidade de acertar um inocente seria grande". Na ação, um tenente ficou ferido e corre o risco de perder a visão do olho direito.

Na tarde de ontem, o iG entrou em contato com policiais da delegacia de Duque de Caxias (59°DP), unidade que investiga a morte de Mateus, para saber se era possível o disparo ter saído de alguma arma da comunidade.

Os agentes descartaram a hipótese afirmando que "a operação da PM havia ocorrido duas horas antes do disparo ter atingido Mateus e que a geografia não possibilitava a trajetória". Os policiais acreditavam que o tiro tivesse sido disparado da comunidade do Lixão, que fica em frente ao posto médico.

Com a realização da perícia, os investigadores voltaram atrás. "Não sabíamos das características desse projétil. Agora vamos trabalhar com todas as hipóteses", disse o inspetor João Santos, chefe de investigações da delegacia.

Na tarde desta quarta-feira, policiais militares do batalhão de Duque de Caxias voltaram à Mangueirinha. Na operação, foram mortas cinco pessoas – acusadas pelos PMs de envolvimento com o tráfico de drogas –, além de um policial militar.

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