Audiência de médica e estudante que atenderam Joanna é remarcada

Sarita Fernandes Pereira e Alex Sandro da Cunha são réus no processo que apura a morte da menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, de 5 anos

Daniel Gonçalves, especial para o iG |

A continuação da audiência de instrução e julgamento do processo que apura a morte da menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, de 5 anos, foi remarcada para o dia 6 de dezembro. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TR-TJ). Na terça (16), o juiz Guilherme Schilling, do 3º Tribunal do Júri da capital, ouviu 12 testemunhas até as 22h30.

A médica Sarita Fernandes Pereira e o estudante de medicina Alex Sandro da Cunha Souza são réus no processo. Alex atendeu a criança no Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca, na zona reste do Rio de Janeiro. Ele liberou a menina mesmo ela estando desacordada. Sarita é acusada de ter contratado Alex e participar da consulta.

A remarcação foi decidida por causa da falta de tempo na audiência de terça-feira. Os depoimentos tiveram início às 14h25. Das 23 testemunhas arroladas pela defesa, 11 foram dispensadas a pedido dos próprios advogados de Sarita. De acordo com o TJ-RJ, todos os médicos ouvidos elogiaram a conduta técnica da colega afirmando, inclusive, que os pais da criança fizeram elogios para ela.

O TJ-Rj informou que a médica Vivian Ribeiro Gonçalves, que atendeu Joanna Marcenal na madrugada de 15 de julho, antes de Sarita Fernandes, disse que a menina não apresentava convulsão naquele dia e, também, segundo o pai e a madrasta, não tinha quadro de convulsões. Por isso, de acordo com a médica, não houve a solicitação de exames. Entretanto, a testemunha afirmou que o pai teria dito que há 15 dias a menina já não conseguia controlar sua urina.

Ainda faltam os depoimentos de oito pessoas. A médica só vai ser ouvida depois de todas as testemunhas. Na terça (16), a Justiça negou novamente o pedido de revogação da prisão preventiva de Sarita. Ela está detida desde o dia 14 de agosto, no presídio de Bangu 8, na zona oeste. Já o estudante Alex continua foragido.

    Leia tudo sobre: maus tratoshematomasfalso médico

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG