Atropelador de Rafael Mascarenhas é indiciado por homicídio doloso

Rafael Bussamra também irá responder pelos crimes de corrupção ativa, fuga do local do atropelamento e fraude processual

iG Rio de Janeiro |

O estudante Rafael Bussamra, que atropelou e matou Rafael Mascarenhas – filha da atriz Cissa Guimarães -, foi indiciado nesta quinta-feira por homicídio com dolo eventual. De acordo com a titular da 15ª DP (Gávea), Bárbara Lomba, responsável pelo caso, o crime se configura quando não há a intenção de matar, mas o autor despreza e assume os riscos de tirar a vida de alguém.

Segundo o inquérito da Polícia Civil, foi constatado que houve uma disputa ilegal entre carros, popularmente chamada de “pega”, durante o acidente que tirou a vida de Rafael Mascarenhas.

Pelo crime de homicídio com dolo eventual, Bussamra pode pegar de seis a 20 anos de prisão. Ele foi indiciado ainda por corrupção ativa – que pode render de dois a 20 anos de detenção – e por mais dois crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro: fuga do local do atropelamento e fraude processual (adulteração de provas).

O motorista do Honda Civic que também estava no túnel no momento do atropelamento, Gabriel Henrique Ribeiro, também irá responder por homicídio com dolo eventual e fuga do local.

A delegada Bárbara Lomba informou ainda que o pai de Rafael, Roberto Bussmara, foi indiciado por fraude processual e corrupção ativa . Já o irmão, Guilherme Bussamra, irá responder somente por fraude processual.

Segundo investigações, eles foram até uma oficina consertar o carro usado no atropelamento para adulterar provas. De acordo com depoimento de Roberto , ele também pagou mil reais de propina a dois policiais militares do 23º BPM (Leblon) para desfazer a cena do crime e evitar a prisão em flagrante do filho.

Os soldados teriam pedido a quantia de R$ 10 mil para fazer o serviço. Eles foram indiciados por corrupção passiva e estão presos administrativamente em uma unidade prisional da PM em Benfica , zona norte do Rio.

Relembre o caso

Rafael Mascarenhas andava de skate no Túnel Acústico, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro - que estava interditado para carros -, quando foi atingido, no dia 20 de julho. Ele chegou a ser levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Uma testemunha disse à polícia que dois carros trafegavam em alta velocidade pelo túnel antes do acidente.

Em depoimento, Rafael Bussamra disse que não sabia da interdição no tráfego na hora do acidente. A perícia feita pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), da Polícia Civil, no carro de Bussamra apontou que o automóvel estava a uma velocidade de aproximadamente 100 km/h quando atropelou Rafael Mascarenhas. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio (CET-Rio), a velocidade máxima permitida no Túnel Acústico é de 70 km/h.

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