Ato ecumênico homenageia vítimas do acidente com bondinho de Santa Teresa

Cerca de 150 moradores e amigos do bairro carioca fizeram homenagem neste domingo (11)

Agência Brasil |

Duas semanas após o acidente com o bonde que deixou seis mortos e 56 feridos em Santa Teresa , no centro do Rio, um ato ecumênico em memória às vítimas reuniu neste domingo (11) cerca de 150 moradores e amigos do bairro. Durante duas horas, sacerdotes e representantes de mais de dez religiões conduziram a cerimônia, realizada no Largo do Curvelo, em frente a uma das estações do bondinho.

Além de preces, houve cobranças às autoridades e manifestações em defesa do tradicional meio de transporte do bairro. Desde o acidente, no dia 27 de agosto, a circulação dos bondes está suspensa, pelo menos até a conclusão dos trabalhos da comissão nomeada pelo governador Sérgio Cabral.

O ato ecumênico foi aberto com a leitura do texto “O Amor Quer Obras”, que fala sobre a importância do bonde para os moradores e visitantes e cita trechos de escritos da santa que deu nome ao bairro. Depois de um minuto de silêncio em memória às vítimas, representantes de várias religiões discursaram.

“É importante a presença de todas as religiões em solidariedade às famílias pela perda que tiveram e, ao mesmo tempo, aos moradores que pedem uma melhoria na qualidade do transporte”, afirmou o babalaô Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR).

Ao final do ato ecumênico, manifestantes desceram a Rua Joaquim Murtinho, seguindo os trilhos do bonde até local do acidente. Lá, foi feita uma homenagem ao condutor Nelson Correa da Silva, saudado em faixas como herói. Parentes das vítimas acompanharam a manifestação, da qual participaram até integrantes do Céu na Terra, um dos blocos carnavalescos de Santa Teresa.

Feridos e parentes dos mortos no acidente vão se reunir nesta segunda-feira (12), às 10h, com o defensor público-geral do Estado do Rio de Janeiro, Nilson Bruno. A reunião é uma iniciativa da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast). Segundo o advogado Abaeté Mesquita, um dos diretores da entidade, a Amast foi procurada pelos parentes das vítimas, que reclamam da falta de assistência por parte do governo do estado.

“A Defensoria vai assumir o papel de garantir o direito das pessoas, buscando junto do Estado, por meio da Justiça, as indenizações, as reparações a danos e a assistência psicossocial que não estão tendo”, disse Mesquita.

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