Após tensão na Rocinha, operários correm para acabar obras do PAC

Mais de 450 funcionários trabalham de 7h às 22h para concluir projeto na favela antes da visita de Lula e Dilma, em 21 de dezembro

iG Rio de Janeiro |

Com a Rocinha saindo do clima de tensão sob a expectativa local de uma operação policial que não ocorreu, mais de 450 operários do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) trabalham intensamente na favela para finalizar obras até o dia 21 de dezembro, quando receberão a visita do presidente Lula e, possivelmente, da presidenta eleita, Dilma Rousseff.

Tratores, escavadeiras e homens de azul e capacete são vistos por uma grande área da Rocinha trabalhando em tempo integral, revezando-se em turnos, entre 7h e 22h. Eles não são incomodados por traficantes.

O iG apurou que a maior parte dos trabalhadores foi retirada de outras frentes para se dedicar às obras da localidade conhecida como “Rua 4”, no alto do morro. Era uma área muito degradada, com becos estreitos e altos índices de mortalidade por tuberculose.

Foi aberta uma extensa via que hoje está em pavimentação e permite a passagem de carros onde antes existiam casas muito próximas – removidas mediante indenização – e um beco de cerca de 1,5 metro de largura. As moradias estão recebendo melhorias nas fachadas e pintura externa.

Outra parte priorizada é a construção de apartamentos de dois quartos para moradores que foram removidos por causa das obras do PAC ou por morarem em área de risco. De acordo com operários, cerca de metade dos funcionários é moradora da Rocinha.

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