Após roubos, PM aumenta patrulhamento e dá dicas de segurança na Rocinha

Motociclistas rodam a favela e mais policiais a pé passarão a circular a partir de segunda. Comércio e bancos são orientados a atuar como no resto do Rio

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

Raphael Gomide
Policiais do Bope fazem patrulhamento na principal via da Rocinha
A Polícia Militar aumentou o patrulhamento ostensivo e se reuniu com comerciantes para dar dicas de segurança, após o surto de assaltos na favela, nesta semana, um mês após a ocupação da comunidade.

Ao menos quatro estabelecimentos foram assaltados desde a noite de segunda-feira na favela: a loja de eletrodomésticos Ricardo Eletro , dois mercadinhos e uma loja de doces. Além disso, têm aumentado as brigas nas ruas , em bares e os pequenos furtos.

Por conta dos assaltos, há uma generalizada sensação de insegurança na comunidade. A lei do tráfico proibia e tratava com brutalidade delitos desse gênero, o que, na visão de muitos moradores, reprimia esse tipo de criminalidade.

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William Mesquita, 22 anos, foi preso na noite de sexta-feira, suspeito de ter cometido dois assaltos na mesma noite.

PM adota patrulhamento em motos e a pé

Desde quarta-feira, era possível ver o aumento do patrulhamento ostensivo do Bope, acompanhado de grupamentos de motociclistas do Batalhão de Choque, designados para rodar a comunidade. O relevo e as vielas fazem das motos o veículo mais adequado para esse tipo de atividade, assim como para o transporte de moradores – havia mais de mil mototaxistas na Rocinha, antes da ocupação.

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Raphael Gomide
Cartaz em mercado assaltado mostra temor
A partir desta segunda-feira (19), mais policiais militares passarão a fazer o patrulhamento ostensivo a pé da comunidade.

O objetivo é liberar o Bope do patrulhamento para sua atividade principal na Rocinha: a busca de armas, drogas e munição. As características da tropa da unidade, mais tática, são distintas daquelas do contingente convencional da PM.

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O comandante do Bope, tenente-coronel Renê Alonso, reuniu-se com comerciantes esta semana, para dar dicas de como prevenir ou tentar minimizar os riscos de ser roubado.

As quatro agências bancárias foram alertadas por ele a adotar medidas de segurança semelhantes às de outros bairros da cidade.

Na opinião do tenente-coronel Renê não é verdade que não ocorriam assaltos e pequenos delitos na Rocinha, quando o tráfico tinha domínio sobre a comunidade, impondo a lei do medo.

Para ele, a repressão violenta dos criminosos muitas vezes não deixava rastros da violência, com execução e incêndio do corpo da vítima.

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