Após reajuste de R$ 78, comandante dos bombeiros promete pedir mais aumento

Sérgio Simões, novo secretário de Defesa Civil, admitiu não ter participado da decisão do valor do aumento anunciado pelo governo

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

Após o anúncio da antecipação do reajuste de 5,58% de dezembro para julho aos bombeiros, policiais militares e civis e agentes penitenciários, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio, Sérgio Simões, afirmou que continuará a reivindicar aumento junto ao governador Sérgio Cabral para este ano.

Com a medida, o reajuste da categoria em 2011 terá sido de 11,5%. Na prática, porém, um soldado iniciante, sem filhos, terá aumento real de apenas R$ 78,55 mensais, passando de R$ 1.187 para 1.265,55.

“Há uma possibilidade (de negociar novo reajuste), tenho que continuar conversando – o governo continua aberto – para ver se há outra possibilidade (de reajuste). É uma demonstração clara de que o governo está aberto a negociar. Vamos ver a partir de agora o que pode ser feito”, disse, em entrevista.

Comandante-geral não foi consultado sobre percentual do reajuste

Simões admitiu que não foi consultado sobre o percentual do reajuste, feito pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), e disse desconhecer a capacidade financeira do governo de dar aumento.

“Os cálculos são feitos pela Seplag. Essa foi a possibilidade neste momento. Ainda não tive oportunidade de falar com o secretário de Planejamento nem com o governador sobre o assunto. Quem define valores (do reajuste) é a Secretaria de Planejamento”, disse.

Outra medida anunciada nesta quinta foi a recriação da Secretaria de Defesa Civil, comandada pelo próprio Simões. Em sua opinião, isso seria uma “demonstração clara” de fortalecimento e prestígio da corporação. No governo Cabral, o Corpo de Bombeiros estava subordinado à Secretaria de Saúde. “O status de secretário dá uma facilidade maior de interlocução com o governo para defender os interesses da corporação”, afirmou.

O comandante-geral disse que suas prioridades são a volta da normalidade nos quartéis e a solução da questão relativa aos bombeiros presos após a invasão do quartel-general, na sexta-feira (3), hoje na Justiça Militar.

“Minha prioridade é uma definição do Poder Judiciário em relação aos militares presos. Espero que o quanto antes se dê uma definição clara.”, explicou.

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