Sérgio Simões, novo secretário de Defesa Civil, admitiu não ter participado da decisão do valor do aumento anunciado pelo governo

Após o anúncio da antecipação do reajuste de 5,58% de dezembro para julho aos bombeiros, policiais militares e civis e agentes penitenciários, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio, Sérgio Simões, afirmou que continuará a reivindicar aumento junto ao governador Sérgio Cabral para este ano.

Com a medida, o reajuste da categoria em 2011 terá sido de 11,5%. Na prática, porém, um soldado iniciante, sem filhos, terá aumento real de apenas R$ 78,55 mensais, passando de R$ 1.187 para 1.265,55.

“Há uma possibilidade (de negociar novo reajuste), tenho que continuar conversando – o governo continua aberto – para ver se há outra possibilidade (de reajuste). É uma demonstração clara de que o governo está aberto a negociar. Vamos ver a partir de agora o que pode ser feito”, disse, em entrevista.

Comandante-geral não foi consultado sobre percentual do reajuste

Simões admitiu que não foi consultado sobre o percentual do reajuste, feito pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), e disse desconhecer a capacidade financeira do governo de dar aumento.

“Os cálculos são feitos pela Seplag. Essa foi a possibilidade neste momento. Ainda não tive oportunidade de falar com o secretário de Planejamento nem com o governador sobre o assunto. Quem define valores (do reajuste) é a Secretaria de Planejamento”, disse.

Outra medida anunciada nesta quinta foi a recriação da Secretaria de Defesa Civil, comandada pelo próprio Simões. Em sua opinião, isso seria uma “demonstração clara” de fortalecimento e prestígio da corporação. No governo Cabral, o Corpo de Bombeiros estava subordinado à Secretaria de Saúde. “O status de secretário dá uma facilidade maior de interlocução com o governo para defender os interesses da corporação”, afirmou.

O comandante-geral disse que suas prioridades são a volta da normalidade nos quartéis e a solução da questão relativa aos bombeiros presos após a invasão do quartel-general, na sexta-feira (3), hoje na Justiça Militar.

“Minha prioridade é uma definição do Poder Judiciário em relação aos militares presos. Espero que o quanto antes se dê uma definição clara.”, explicou.

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