Após quatro meses em obras, Cristo Redentor é reinaugurado

Mais de 100 operários participaram da restauração do monumento

iG Rio de Janeiro |

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A estátua do Cristo Redentor "novinha em folha" e a cidade do Rio ao fundo

Uma das sete novas maravilhas do mundo, o Cristo Redentor foi reinaugurado na manhã desta quarta-feira, após passar por obras de restauração que duraram quatro meses. No total, mais de 100 operários, além de arquitetos e engenheiros, participaram das intervenções no monumento, que completará 80 anos em 2011.

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Cerimônia religiosa para marcar a reinauguração do monumento
Durante a restauração, foram repostos os mosaicos de pedra-sabão que revestem a estátua. Para tal, foram necessárias mais de 60 mil rochas deste tipo, que vieram da mesma jazida de Minas Gerais utilizada na época da construção do Cristo Redentor.

Com 30 metros de altura, o monumento também passou por uma limpeza geral, reparos em pequenas rachaduras e foram refeitos alguns rejuntes. Além disso, um sistema de iluminação interna foi instalado na estátua para facilitar intervenções que forem necessárias dentro dela.

A secretária de Turismo do Estado do Rio de Janeiro, Márcia Lins, informou que os problemas na estrutura do monumento começaram a ser identificados há alguns anos. “No ano de 2007 já começaram a ser apontados problemas na estrutura da estátua, como piso danificado e rachaduras”.

A restauração do Cristo Redentor foi uma iniciativa da Arquidiocese do Rio de Janeiro, em parceria com a Vale, que investiu R$ 7 milhões na obra. À noite, o monumento ganhará uma iluminação verde e amarela para saudar, durante sete dias, a seleção brasileira que participa da Copa do Mundo na África do Sul.

História

A ideia da construção do Cristo Redentor surgiu em 1921 para marcar a comemoração do 1º Centenário da Independência do Brasil, que se daria no ano seguinte. O Círculo Católico se reuniu para discutir o projeto e o local da edificação.

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Turistas tiram fotos aos pés do Cristo Redentor
O Morro do Corcovado foi escolhido entre mais dois candidatos: o Pão de Açúcar e o Morro de Santo Antônio. Mais de 20 mil pessoas assinaram um documento pedindo autorização ao presidente Epitácio Pessoa para a construção no local.

Feito pelo engenheiro Heitor da Silva Costa, o projeto escolhido mostrava Jesus segurando uma cruz na mão direita e o globo terrestre na esquerda. Atendendo ao pedido do então arcebispo Dom Sebastião Leme, o engenheiro buscou um sentido mais religioso para a estátua e, com a colaboração do desenhista e pintor brasileiro Carlos Oswald, a figura de Cristo passou a ter o aspecto da cruz, estendendo os braços, como está hoje.

Para desenvolver o projeto já existente, Silva Costa foi à França contratar o artista Paul Landowski para executar maquetes e esculpir as mãos e a cabeça da estátua. Os recursos para a construção foram obtidos através de uma campanha nacional para arrecadação de fundos. As doações foram feitas por fieis às paróquias de todo o Brasil.

A execução dos braços foi a parte mais difícil porque não havia solo firme para apoiar os andaimes. A base do pico do Corcovado, a 709 metros acima do nível do mar, era pequena, com cerca de 15 metros, o que aumentou a dificuldade. Em 12 de outubro de 1931, o monumento foi inaugurado e durante as obras nenhum acidente foi registrado.

Em abril, a reportagem do iG teve acesso exclusivo às obras de restauração do Cristo Redentor. Confira as fotos feitas na época .

Reuters
Restauração do Cristo Redentor durou quatro meses e contou com mais de 100 operários
*com informações da Agência Brasil

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