Após morte, Defesa Civil interdita parque de diversões do Rio

No sábado, uma mulher morreu após cair da montanha-russa

iG Rio de Janeiro |

nullA Defesa Civil Municipal do Rio interditou na tarde de segunda-feira o Parque Terra Encantada, localizado na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense. De acordo com o órgão, alguns problemas mecânicos e estruturais foram encontrados no complexo e o acesso ao parque só será liberado caso a administração cumpra as exigências feitas pela Defesa Civil.

No último sábado, uma mulher morreu após cair de uma montanha-russa do Terra Encantada. Na manhã de segunda-feira, a Polícia Civil já havia interditado o brinquedo por tempo indeterminado. Uma equipe de peritos vistoriou a montanha-russa para avaliar se há problemas no sistema de trava. O laudo final deve ficar pronto em um prazo de 15 dias. A elaboração do documento também levará em conta uma avaliação feita pelo Corpo de Bombeiros.

10 metros de altura

A auxiliar de cozinha Heydiara Lemos Ribeiro, de 61 anos, morreu após cair de uma altura de dez metros de altura, quando andava no brinquedo com a filha. A vítima chegou a ser levada para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos. Ela teve traumatismo craniano e abdominal. Heydiara foi enterrada no domingo no cemitério de Mesquita, município da Baixada Fluminense.

Em nota, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) informou que em fevereiro deste ano foi feita uma fiscalização no parque a pedido do Ministério Público Rio, que recebeu uma denúncia de falta de manutenção dos brinquedos. Na ocasião, nenhuma irregularidade foi encontrada. Em agosto de 2005, o vendedor Franck Ribeiro Sousa, de 28 anos, despencou da montanha-russa e foi parar na plataforma de embarque, sofrendo traumatismo craniano. Mesmo com a queda, ele sobreviveu.

No seu site, o parque Terra Encantada informa que todos os seus brinquedos são de última geração e sofrem manutenção constantemente. A morte de Heydiara foi registrada como homicídio culposo, com a pena podendo chegar até seis anos de prisão para os responsáveis.

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