Após benefício de regime semiaberto, Cacciola não sabe quando sai

Ex-banqueiro precisa de autorização para trabalhar e visitar a família periodicamente. Advogado diz que saída é 'direito tardio'

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

AE/Edu Naddar
Cacciola sorri ao chegar ao Brasil, após ser extraditado e diz que não era um foragido. O ex-banqueiro terá prisão semiaberta
Depois de receber o benefício de progressão para o regime semiaberto nesta quinta-feira (27), o ex-banqueiro Salvatore Cacciola ainda não tem previsão para começar a usufruir da possibilidade de deixar o presídio Bangu 8. Com a decisão da juíza Roberta Barrouin de Souza, ele passa, em tese, a ter direito a visitas periódicas ao lar e a trabalho extra-muros.

“É um direito, inclusive, que veio tardio, porque ele tinha direito a isso quando completasse 1/6 da pena”, disse o advogado de Cacciola, Manuel de Jesus Soares. Segundo ele, o ex-banqueiro está esperando “ansioso” por desfrutar do benefício.

Condenado a 13 anos de prisão, por crime de gestão fraudulenta de instituição financeira, Cacciola já cumpriu três anos e cinco meses.

Manuel de Jesus disse ao iG nesta sexta que está preparando os pedidos específicos de visita ao lar e de trabalho fora da prisão. Ele deve demonstrar, por exemplo, que o ex-banqueiro tem um trabalho – o que está sendo providenciado, segundo Manuel de Jesus.

Até o início da tarde, porém, os advogados ainda não tinham a decisão da Vara de Execuções Penais (VEP) em mãos.

O Ministério Público vai tomar ciência da decisão e pode recorrer.

Na opinião do advogado de Cacciola, não há nenhum impedimento para seu cliente começar a usufruir em breve dos benefícios. “Se não for autorizado a desfrutar de trabalho extra-muros, como prevê a lei, a decisão não teria o menor sentido”, afirmou Manuel de Jesus.

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