Após ataques, PMs do Rio entram em alerta e reforçam policiamento

Reforço em 13 batalhões foi ordenado por coronel Marcus Jardim, comandante do 1°CPA

Bruna Fantti, especial para o iG |

Após três ataques a policiais militares, treze batalhões da capital do Rio de Janeiro reforçaram o policiamento e estenderam até o expediente administrativo, nesta sexta-feira (17).

A ordem foi passada pelo comandante do 1°CPA (Comando de Policiamento de Área), coronel Marcus Jardim. "Entramos em alerta após a morte do policial. É uma medida preventiva e de atenção, para resguardar a população de qualquer problema", afirmou.

Segundo o coronel, não foi repassado ao serviço de inteligência da PM aviso de possíveis ataques a policiais. "Essa é uma medida de atenção, que fazemos sempre que achamos necessário", disse. "A diferença é que mais policiais vão andar em grupos, nenhum policial ficará parado muito tempo em um local e a supervisão será mais atuante", completou.

Douglas Shineidr/Futura Press
Policial morreu e outro ficou ferido em ataque no bairro do Tanque
No início da tarde desta sexta-feira, supostos bandidos dispararam em PMs do batalhão do Estácio (1°BPM) que estavam baseados perto do túnel Rebouças, no Rio Comprido, na zona norte da cidade. Quatro homens em um táxi, modelo Santana, efetuaram disparos contra os agentes e fugiram pelo Túnel, em direção à Zona Sul. Nenhum policial se feriu.

A informação foi confirmada por policiais da sala de operações do batalhão, que afirmaram que os policias fizeram, inclusive, buscas pela mata para procurar os supostos atiradores. No entanto a assessoria da corporação afirmou que não foi um ataque a policiais - tiros teriam sido disparados de um táxi, na direção de outro táxi.

Nesta manhã, foram disparados por criminosos mais de 50 tiros de fuzil contra uma viatura que estava parada em frente a uma padaria, no bairro do Tanque, zona oeste da cidade. Na ação, um policial militar do batalhão de Jacarepaguá (18°BPM) morreu e outro ficou ferido.

Na noite de quinta-feira, policiais que estavam na rua Leopoldo Bulhões, na zona norte do Rio, também foram alvo de supostos bandidos, mas ninguém se feriu.
A PM afirmou que os ataque são atos isolados e não uma ação orquestrada

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