Animais de zoológico em Niterói são transferidos

Segundo o Ibama, a maioria dos recintos são inadequados, pequenos e oferecem condições que põem em risco a saúde dos bichos

AE |

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Uma equipe do Ibama está removendo animais da Fundação Jardim Zoológico de Niterói (ZooNit), na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. No início de abril, uma decisão da 3ª Vara Federal de Justiça de Niterói determinou a transferência dos bichos em até 120 dias. Segundo o Ibama, a ZooNit descumpriu um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2004 com os Ministérios Públicos Federal (MPF) e Estadual (MP-RJ).

De acordo com o Ibama, a maioria dos recintos são inadequados, pequenos e oferecem condições que põem em risco a saúde dos animais. Na última vistoria, em 2010, foram encontrados gatos em vários pontos do zoológico. Para o Ibama, a exposição a animais domésticos é prejudicial para as espécies selvagens, devido ao risco de transmissão de doenças.

Na terça-feira (17), a ZooNit informou que entrou na Justiça com um pedido de anulação do TAC, baseado na "ausência de requisitos específicos sobre a execução e cumprimento das determinações, além do detalhamento de cobranças a respeito das medidas exigidas". A solução para o problema, segundo a ZooNit, seria a elaboração de um novo termo.

O Ibama informou que vem realizando a transferência de animais há alguns dias para zoológicos da capital fluminense, Volta Redonda e até Brasília. Por enquanto, não há um balanço de quantos estão sendo removidos nesta quinta-feira (19).

Salgadinhos

A partir de 1º de junho, será proibida a venda de salgadinhos industrializados no Jardim Zoológico de Belo Horizonte (MG). A medida foi adotada para preservar a saúde dos 2,3 mil animais abrigados no local. O espaço deve receber uma média de 125 mil visitantes por mês este ano.

Segundo a Fundação Zoo-Botânica, apesar dos vários alertas espalhados na área para que as pessoas não deem alimentos aos animais, alguns visitantes ainda insistem nesta atitude. De acordo com a veterinária Maria Elvira Loyola, o aumento na frequência agrava o problema, porque é normal que os visitantes "gostem de ver os animais comendo". Além de problemas como hipertensão e obesidade, os animais também correm risco de problemas gástricos e intestinais, já que comem também as embalagens dos produtos.

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