"Andar pela rua e não ver fuzil será uma vitória", diz morador da Rocinha

Morador conta que espera melhorias com a chegada da UPP. Polícia ocupou a comunidade sem incidentes

Paula Costa, especial para o iG |

Enquanto esperava para deixar a favela da Rocinha após o primeiro dia de férias, o garçom carioca Luís Ricardo, de 25 anos, e que mora no local desde 2008, se mostrou confiante que o dia-a-dia dos moradores da comunidade vai mudar após a ocupação da região para a implantação de mais uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) .

J. Egberto
Após férias, garçom espera uma nova Rocinha
Com a bagagem que vai levar para o Ceará neste domingo, ele esperava a liberação das vias que deixam a Rocinha. "Hoje não dormi de tão preocupado. Saio de férias na hora certa".

Apesar da apreensão, Luís Ricardo disse que confia que, com a UPP, a realidade da comunidade será outra. "Andar pela rua e não ver fuzil será uma vitória. De um jeito ou de outro, sempre estávamos sujeitos a fazer o que eles (traficantes) queriam".

O morador da comunidade afirmou que vai ficar fora da cidade até as festas de fim de ano. Em janeiro, ele espera outro cenário no local. "Quando eu voltar, espero que a comunidade esteja transformada. Quero ver as crianças brincando na rua sem medo e longe das armas".

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