Alvo de ação contra cúpula da PRF no Rio está foragido

Marcelo Lessa, candidato a deputado federal pelo PR, era chefe substituto da Seção de Policiamento e Fiscalização da PRF

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Acusada de prevaricação e formação de quadrilha , a cúpula da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio de Janeiro - o superintendente Carlos Hamilton Fernandes Pinheiro, o chefe da Seção de Policiamento e Fiscalização, Eugênio Nemirovsky, e o corregedor Cristiano Moraes da Silva - foi afastada das suas funções por decisão do juiz da 1ª Vara Federal, Marcos André Bizzo Moliari. 

O principal alvo do caso, o chefe substituto da Seção de Policiamento e Fiscalização da PRF, Marcelo Lessa, candidato a deputado federal pelo PR (Partido da República), está foragido. Apesar de o juiz ter expedido há 20 dias o mandado de prisão contra Lessa, a equipe da Polícia Federal (PF) encarregada do caso não o cumpriu e acabou afastada. O juiz mandou abrir inquérito para investigar quem foi o delegado federal que comunicou a Lessa que ele era investigado, como surgiu no monitoramento telefônico. 

O delegado federal Marcelo Daemon pediu a prisão dos dez envolvidos, mas o procurador da República Orlando Monteiro só concordou com três delas: a de Lessa, a do seu assessor Antônio Márcio Rodrigues de Matos e do chefe do posto da PRF, em Pavuna, na zona norte do Rio, e do inspetor Erly Simões, presos pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil do Estado. 

Segundo a denúncia, com a ajuda de Matos e Simões, o policial rodoviário Lessa atuava junto à empresas de ônibus para usar parte de suas frotas para atividades em benefício de comunidades carentes da região, visando proveito político. 

Lessa - que foi secretário municipal de transporte na prefeitura de Nova Iguaçu durante o governo do petista Lindberg Faria, hoje candidato ao Senado - cobrava propina de donos de carros apreendidos para liberá-los. Ele ainda usava veículos da PRF para propaganda de sua empresa Auto-shopping Dutra, em nome de sua mulher, Camilla Fernanda Silva Lessa, denunciada por falsidade ideológica, acusada de atuar como laranja do marido. 

Lessa é acusado de falsidade ideológica, formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa e concussão. Pela internet ele postou mensagem alegando ser vítima de perseguição. O inspetor Simões, o assessor Matos e os policiais rodoviários Sidney Reis da Silva e Carla Alves Pereira responderão por formação de quadrilha e corrupção. 

Os três membros da cúpula da PRF são acusados de prevaricação e formação de quadrilha, por terem deixado de punir Lessa diante da promessa do candidato como deputado federal lotear as delegacias da PRF no Rio entre os amigos.

Segundo a assessoria da Polícia Rodoviária, nenhum dos envolvidos foi encontrado para se manifestar sobre o caso. O gerente da empresa que emprestava ônibus para Lessa em troca de os veículos não serem fiscalizados foi denunciado por formação de quadrilha.

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