Aluno pensou que fosse brincadeira e foi atingido, relata colega

Todos se abaixaram, menos um menino, porque não acreditou que estava diante de um atirador

Priscila Bessa, iG Rio de Janeiro |

O estudante Adriano Mendonça, de 13 anos, que estava em uma das salas de aula invadidas pelo assassino Wellington Menezes de Oliveira, contou que um de seus colegas pensou que o atirador estivesse de brincadeira. Segundo ele, na hora em que Wellington entrou na sala, todos se abaixaram, menos um menino, “como se fosse uma brincadeira”. O aluno que não abaixou teria sido atingido pelos disparos.

 Em seguida, o atirador saiu da sala, recarregou a arma, entrou novamente na sala e voltou a atirar. Adriano conta que ficou escondido embaixo da cadeira, fingindo-se de morto. “Eu estava coberto de sangue e fiquei me fingindo de morto, de olhos fechados”.

 Trinta minutos após a saída do atirador da sala de aula, a polícia avisou que estava tudo bem e Adriano foi levado ao hospital. Mas o estudante não se feriu. “Só queria ir para casa”, disse. “Tenho muito medo, nunca vi nada parecido”, desabafou.

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