Aluna diz que escapou da morte porque arma do atirador descarregou

Renata, de 13 anos, disse que correu quando revólver não disparou. Ela afirmou que vai interromper os estudos por um tempo

Luísa Girão e Priscila Bessa, iG Rio de Janeiro |

Já em casa após ter sido baleada e recebido alta do Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, a estudante Renata Lima Rocha, de 13 anos, disse que só escapou da morte na Escola Municipal Tasso da Silveira porque, no momento em que Wellington Menezes de Oliveira iria atirar nela, a arma descarregou.

Renata conta que, ao perceber que o revólver não disparava, tentou fugir. No entanto, deu tempo de o atirador conseguir recarregar a arma e alvejá-la nas costas. Ela disse que a bala saiu pela costela.

"Quando ele começou a atirar, eu fui para debiaxo da mesa. Ele apontou a arma para mim mas ela não descarregou. Fugi, mas ele conseguiu me atingir nas costas. Com o impacto, eu cai mas fui engatinhando e consegui fugir da escola com a ajuda de dois amigos", conta a jovem

A estudante afirmou que, enquanto atirava, Wellington ria e não falava nada. Ela só se lembra que, na hora, disse. "Ai, meu deus". Renata falou ainda que, quando Wellington entrou armado na sala, ela pensou que era um teste realizado pela escola para saber como os alunos reagiriam em caso de assalto.

A adolescente afirmou que, após o ataque na escola, pretende interromper os estudos por um tempo porque está com medo de sair de casa. Ela disse não ter conseguido dormir na primeira noite após o ocorrido.

"Quando fechava os olhos, me lembrava do rosto do atirador. Espero conseguir sair de casa de novo. Só o tempo dirá", disse.

Bala perdida

A família de Renata já havia vivido um drama há dois anos. Na ocasião, seu irmão Adélson de Lima Rocha, hoje com 19 anos, disse ter sido atingido por uma bala perdida no joelho e no braço durante um confronto entre PMs e bandidos na rua Piraquara, que fica próxima da escola Tasso da Silveira.

Adélson conta que estava trabalhando na loja do pai quando foi alvejado. Ele disse que foi internado no Hospital Albert Schweitzer e viveu  um novo drama: um capitão da PM não deixou ele ser operado alegando que se tratava de um bandido.

"Ele apontou um fuzil para a minha cabeça. Fiquei 21 dias com a bala alojada no joelho. Só me operaram porque meu pai fez um escândalo", disse

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