Agentes do Degase que espancaram jovens são denunciados pelo MP

De acordo com a denúncia, grupo está envolvido na morte de um interno do Instituto Padre Severino, em janeiro de 2008

iG Rio de Janeiro |

Seis agentes do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) foram denunciados por crime de homicídio doloso pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (30).

De acordo com a denúncia, o grupo está envolvido na morte de um interno do Instituto Padre Severino, na Ilha do Governador, em janeiro de 2008.

Segundo o MP, com pedaços de madeira, um saco repleto de cocos e uma lata de lixo, os agentes Wilson Santos, o Manguinho, Flávio Renato Alves da Silva Costa e Marcos César dos Santos Cotilha (o Da Provi) dominaram o adolescente Andreu Luiz Silva de Carvalho, à época com 17 anos, e o agrediram por quase uma hora, causando traumatismo craniano e outras lesões.

A denúncia acrescenta que os agentes Wallace Crespo Rodrigues (Seu Gaspar), Dorival Correia Teles (Paredão) e Arthur Vicente Filho (Mais Velho ou Coroinha) foram omissos em evitar as agressões que resultaram na morte do rapaz e também participaram da agressão, com socos e chutes.

Andreu Luiz Silva de Carvalho, que havia sido apreendido por crime de roubo, morreu no Hospital Municipal Paulino Werneck. Ele chegou à unidade com graves ferimentos provocados por pauladas, socos e chutes desferidos pelos denunciados.

O Ministério Público pediu que a Justiça decrete prisão preventiva dos agentes e a imediata suspensão do exercício de suas funções públicas.

segundo o Promotor de Justiça Sauvei Lai, Titular da 30ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos, os agentes usaram “força desmedida e excesso de violência” para conter a vítima, que havia aplicado golpe conhecido como gravata no agente Wilson Santos, o Manguinho.

Por conta da superioridade numérica (eram seis contra um) e de armas, os agentes foram denunciados por homicídio qualificado (mediante recurso que dificulte a defesa da vítima), com dolo eventual (assumindo risco de as agressões provocarem a morte de Andreu), e com o agravante de o crime ter sido cometido com abuso de autoridade.

Caso sejam condenados, poderão cumprir pena que varia entre 12 e 30 anos de reclusão. O caso foi investigado pela 37ª DP (Ilha do Governador).

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