Advogado faz disparos com fuzil e é preso no Rio

Na casa dele foram apreendidas quatro armas, algumas réplicas e uma grande quantidade de munição

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro |

Agência O Globo
Armas e munições apreendidas na casa de advogado, na zona norte do Rio
Um advogado foi preso na madrugada desta quarta-feira (9) após efetuar disparos com um fuzil e uma pistola dentro do apartamento onde mora, no bairro Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro. O homem, cuja identidade não foi divulgada, tentou fugir depois que vizinhos acionaram a Polícia Militar, mas acabou sendo detido na rua Almeida Brandão por soldados do 17º BPM (Ilha do Governador).

Segundo a PM, ninguém ficou ferido com os disparos feitos. Após ser preso, o advogado foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) onde realizou testes de embriaguez e exames para comprovar a existência de vestígios de pólvora nas mãos.

De acordo com o delegado Ricardo de Souza, titular da 37ª DP (Ilha do Governador), onde o caso foi registrado, o homem foi atuado em flagrante e está preso na carceragem da delegacia em uma cela individual. Ele irá responder pelo crime de disparo de arma de fogo.

Em seu depoimento, o advogado não justificou os disparos. O delegado aguarda o resultado do exame do IML para saber se ele estava sob o efeito do álcool. Na casa do suspeito foram encontradas uma grande quantidade de munição, quatro armas e algumas réplicas. Uma carteira com a inscrição de juiz do 5º Tribunal Federal de Justiça Arbitral do Estado do Rio de Janeiro também foi apreendida. A vara em questão não existe.

“Ele disse que é colecionador de armas e apresentou a documentação necessária. Por isso, ele não foi autuado pelo crime de posse de arma de fogo”, informou Souza, ao iG. “Não podemos dizer que a carteira de juiz é falsa porque a vara é inexistente”, completou.

Segundo o delegado, vizinhos do advogado serão chamados para prestar depoimento ainda esta semana. “Preciso saber se foi a primeira vez que ele efetuou disparos ou se isso acontecia com frequência”, disse o titular da 17ª DP.

*com Bruna Fantti, iG Rio de Janeiro

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