Adolescente diz que acompanhava amiga e professora ao motel

Segundo a polícia, estudante confirmou que também ia aos encontros, mas disse que não participava das relações sexuais

iG Rio de Janeiro |

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Professora faz coração com a mão e uma das alunas envolvidas no caso de abuso sexual
A amiga da estudante de 13 anos, que teria mantido relações sexuais com a professora de matemática Cristiane Maciel Barreira, de 33 anos, prestou depoimento na quinta-feira (28) e confirmou que também ia ao motel nos encontros entre a adolescente e a educadora, segundo informou a polícia.

De acordo com a corporação, a jovem disse que não participava da prática sexual e que funcionava como um álibi da amiga. A adolescente disse ainda que a colega tentou diversas vezes terminar o relacionamento com a professora, mas não conseguiu. Cristiane não aceitava o fim do caso.

O diretor da Escola Municipal Rondon, onde as adolescentes estudam, vai ser intimado a depor. A reportagem do iG entrou em contato com ele, mas o diretor, que não quis revelar sua identidade, disse que está proibido pela Secretaria Municipal de Educação de dar declarações sobre o caso.

"Preciso saber se o diretor comunicou a secretaria de educação quando a mãe da aluna fez a reclamação e como isso ocorreu. Preciso entender como a situação ocorria até mesmo para averiguar se outras estudantes foram abordadas", disse ao iG o delegado Ângelo Lage.

O dono do motel onde aconteciam os encontros também deve ser ouvido. Os depoimentos devem ser marcados para quarta e quinta-feira da semana que vem.

A professora foi transferida na tarde de quinta-feira (28) para o Complexo Penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com o delegado Ângelo Lage, da 33ª DP (Realengo), responsável pelas investigações, Cristiane Maciel Barreira, de 33 anos, ficará presa em uma cela individual por ter nível superior completo.

Prisão

A educadora foi presa na quarta-feira (27) por policiais civis quando chegava à casa da mãe no bairro de Realengo, zona oeste da capital fluminense. Apesar de estar em período da lei eleitoral – que permite prisões a cinco dias das eleições somente em casos de flagrante -, o delegado afirmou que a prisão se enquadra nesta tipificação já que "o código penal diz que flagrante também é a prisão que ocorre em perseguição, mesmo horas após o crime ter sido cometido".

Cristiane irá responder pelos crimes de estupro de vulnerável e corrupção de menores e, se for condenada, poderá cumprir uma pena de até 30 anos de prisão. A Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro informou em nota que uma sindicância interna foi instaurada para apurar o caso. Dependendo do resultado, ela poderá ser exonerada.

Investigações

Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início quando a mãe de uma das adolescentes registrou queixa de desaparecimento da filha, que não era encontrada desde segunda-feira. A mãe da jovem afirmou que era a segunda vez que a adolescente não aparecia em casa por mais de 48h.

A primeira vez ocorreu em agosto deste ano. Na época, a menina reapareceu e a mãe ficou desconfiada da professora, pois a adolescente recebia ligações telefônicas dela.

A mãe chegou a fazer uma queixa para o diretor da Escola Municipal Rondon, onde a jovem estudava, e ele transferiu a educadora de unidade, a pedido da Secretaria Municipal de Educação. Após o relato da mãe, os policiais civis foram, então, até a casa da professora e souberam pelo marido da acusada que ela estava desaparecida, também, desde segunda-feira.

Agência O Globo
Professora presa no Rio chega à delegacia para prestar depoimento

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