Acusada de matar menina Lavínia pode ter tido ajuda de primo de amante

Segundo a mãe da vítima, homem teria passado informações cotidianas

iG Rio de Janeiro |

Um primo do pai da menina Lavínia Azeredo de Oliveira pode ter ajudado no assassinato da criança, ocorrido em fevereiro deste ano em um hotel no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Em depoimento à Justiça nesta segunda-feira (6), a mãe da menina, Andreia Azeredo, declarou que Flávio de Oliveira Teixeira, primo de Rony dos Santos, teria passado à acusada Luciene Reis Santana informações sobre o dia-a-dia da casa de Lavínia.

Com as informações, a suspeita teria raptado a menina sem levantar suspeitas. De acordo com o depoimento de Andreia, Flávio era amigo de Luciene e a encontrava com frequência. O primo de Rony foi convocado pelo Ministério Público a prestar esclarecimentos sobre as acusações. A data ainda será estipulada.

Na segunda-feira (6), prestaram depoimento na 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias sete testemunhas de acusação. No processo não constam testemunhas de defesa. A acusada não depôs ontem devido à convocação de Flávio. Ela só será ouvida pelo juiz após todos prestarem depoimento.

Relembre o caso

Lavínia Azeredo de Oliveira, de 6 anos, desapareceu no dia 28 de fevereiro deste ano e foi encontrada morta no quarto de um hotel no centro de Duque de Caxias, no dia 2 de março. Segunda a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a menina foi morta por asfixia pela amante do pai da vítima, Luciene Reis Santana, de 24 anos.

Após cometer o assassinato, a acusada colocou o corpo da menina dentro da estrutura de alvenaria da cama do quarto de hotel, coberta pelo estrado de madeira e pelo colchão. De acordo com o MP, o crime ocorreu porque Luciene não aceitava a iniciativa do pai de Lavínia em terminar o relacionamento amoroso extraconjugal.

Na véspera do sumiço da menina, os dois haviam discutido e a acusada teria resolvido matar a criança a fim de atingir Rony. No dia 31 de março, a Justiça decretou a prisão preventiva da ré. Para o juiz, o crime foi cometido, por motivo “torpe, ignóbil e abjeto sentimento de vingança interligado ao sentimento de posse que nutria pelo genitor da vítima”. Luciene é acusada pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

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