Ação de outra pessoa no caso Lavínia não é descartada

Menina de seis anos foi achada morta na última quarta-feira. Ex-amante do pai confessou o crime e está presa

AE |

Agência O Globo
Multidão acompanha o enterro da menina Lavínia Azeredo, de 6 anos, morta pela ex-amante do seu pai
A Polícia Civil do Rio de Janeiro não descarta a participação de uma segunda pessoa no assassinato da menina Lavínia Azeredo de Oliveira, de 6 anos, encontrada morta na manhã da última quarta-feira (2) em um hotel, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ex-amante do pai dela, Luciene Reis Santana, confessou o crime e está presa.

O corpo de Lavínia foi sepultado no Cemitério Municipal de Duque de Caxias, nesta quinta-feira (3). O enterro foi acompanhado por cerca de 300 pessoas, sob aplausos e aos gritos de "Justiça".

Os investigadores tentam entender como a assassina teve acesso ao quarto da criança sem a ajuda de ninguém na casa, na madrugada de segunda-feira (28). No dia do crime, além do casal e a filha, 12 pessoas dormiam na casa de dois andares dividida em quatro apartamentos. A motivação para o crime também ainda não está esclarecida.

Segundo a polícia, o pai da criança diz que Luciene queria R$ 2 mil e sequestrou a vítima. No entanto, mesmo após confessar o crime, ela negou ter conhecimento da quantia e disse que o matou por vingança, pois Rony queria terminar o relacionamento. "Ainda temos pontos da investigação que não estão fechados", disse o delegado Luciano Pinheiro Zahar.

Logo após o enterro, a mãe da Lavínia, a dona de casa Andréia Azeredo, foi levada para a 60ª Delegacia de Polícia para prestar depoimento, mas as declarações foram adiadas. O pai da menina, o professor de educação física Rony dos Santos Oliveira, desmaiou diversas vezes durante o enterro e o novo depoimento dele à polícia ainda não tem data.

No velório, os professores do Centro Educacional Sandra de Oliveira, escola onde o pai lecionava e Lavínia estudava, disseram que estavam surpresos com o fato de ele ter uma amante e estavam estarrecidos após o desfecho tráfico da história.

"Ele sempre foi calmo e pai exemplar. Não acredito no envolvimento dele no crime pelo pai que ele era", disse a dona da escola, Sandra de Oliveira. "Ninguém imaginava. Ele era família. No entanto, o importante é que nenhum erro não justifica um crime bárbaro como este", disse a professora de inglês, Bianca Barbosa, de 37 anos.

Histórico

Lavínia estava desaparecida desde a madrugada de segunda-feira. Na escola, os colegas de turma colocaram mensagens pedindo a volta dela no quadro negro e nas paredes da sala. As professoras comunicaram hoje a morte da criança aos alunos.

"Ela sonhava em ser bailarina e tinha uma memória incrível. A cadeira dela continua lá e todos estão abalados, porque planejaram uma festa para a volta da colega", disse a Girleide Conceição, professora da vítima.

De acordo com a polícia, o relacionamento entre Rony e a Luciene durava pouco mais de um ano. A esposa dele sabia da relação. Em pelo menos duas ocasiões, a suspeita esteve com a menina. A mulher disse aos policiais que algumas vezes a amante atendia o celular do marido.

Hoje, os policiais apresentaram o cadarço usado por Luciene para estrangular a criança no Hotel Municipal de Duque de Caxias. Funcionários alegaram à polícia que não notaram quando a menina entrou no local com Luciene. A vítima completaria 7 anos no dia 13.

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