'A maioria levou tiro na cabeça', diz testemunha da tragédia

Frentista socorreu estudante vítima de atentado na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro

Flávia Salme, iG Rio de Janeiro |

"Ela veio correndo na minha direção. Dizia que estava com dores. Quando levantei a blusa dela, havia um buraco nas costas." Este é o relato do frentista desempreado José Marques Sobrinho, que estava no portão de casa na Rua Carumbé, em Realengo, quando foi abordado pela estudante Renata Gomes, de 13 anos, uma das vítimas da tragédia na escola Escola Municipal Tasso da Silveira , no bairro de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro.

Segundo ele, que encontrou Renata ao sair de casa para uma entrevista de emprego, a menina estava lúcida, porém muito desesperada. "Parei um carro que passava pela rua e junto com o motorista, que eu não sei quem é, e a levamos para o Hospital Estadual Albert Schweitzer. "No caminho, a adolescente ainda lhe informou os números de telefones dos pais e pediu que ele os avisasse.

"Ainda estou muito nevoso. Quando cheguei aqui, pude ver as outras vítimas que foram trazidas logo depois. A maioria levou tiro na cabeça. Não dá para esquecer uma cena dessa", finalizou.

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