Meia Hora: bala perdida mata comerciante diante de filhas no Rio de Janeiro

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Alexandre Cavalcante de Oliveira tinha 36 anos e levou um tiro de fuzil na cabeça quando saía de casa na UPP Mangueira

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Mangueira, teu cenário, conhecido pela beleza, hoje é só de tristezas. Em novo episódio violento que terminou de forma trágica para um inocente, comerciante foi vítima de bala perdida, sábado à noite, e morreu. Alexandre Cavalcante de Oliveira, 36 anos, levou tiro de fuzil na cabeça quando saía de casa, durante troca de tiros entre policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) local e traficantes. Segundo parentes, duas filhas da vítima, de 13 e 6 anos, viram o pai cair baleado no chão e agonizar. A mais velha, inclusive, fez aniversário no domingo.

A família acusa os policiais militares de terem impedido moradores de chegarem ao local para socorrer o homem. A mulher dele está grávida de oito meses. Alexandre ainda era pai de outras três crianças.

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"Ele levou o tiro e ficou caído na porta de casa durante aproximadamente duas horas. Não deixavam a gente subir. Só depois desse tempo todo, quando a comunidade começou a pressionar, eles colocaram o meu irmão no carro e o socorreram. A minha família está muito abalada. Minhas sobrinhas viram o pai cair no chão baleado", disse o irmão da vítima, Arídio Cavalcante de Oliveira.

De acordo com Arídio, ele e o irmão eram sócios em uma lan house no Buraco Quente, na parte baixa da Mangueira.

Armas são recolhidas

A vítima tinha saído de casa para render o irmão na lan house quando foi baleado na cabeça. "Ele tinha essa rotina. Saía pouco antes das 21h para me render. O cidadão de bem perdeu o direito de ir e vir", disse Arídio.

Segundo a UPP Mangueira, a vítima foi socorrida após o fim do tiroteio, e as armas dos PMs, apreendidas para confronto balístico. A Divisão de Homicídios investiga o caso.

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