Número de mulheres assassinadas no Rio de Janeiro cresce 18% em 2014

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Ao longo do ano passado foram registrados 420 homicídios cujas vítimas eram do sexo feminino; em 2013 foram 356 casos

Agência Brasil

O número de mulheres assassinadas no Rio de Janeiro cresceu 18% em 2014, na comparação com o ano anterior. Ao longo de todo o ano passado, foram registrados 420 homicídios cujas vítimas eram do sexo feminino. Em 2013, foram 356 casos. Os dados são do Dossiê Mulher 2015, divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).

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JonBenet Ramsey, EUA: eleita rainha da beleza em concurso, a menina tinha 6 anos quando foi encontrada morta a golpes na casa da família, em 1996. Foto: Reprodução/YoutubeJonBenet Ramsey: exame de DNA no local do crime tirou os pais da menina da lista de suspeitos. Criminoso jamais foi capturado. Foto: Reprodução/YoutubeEdison Tsung Chi Hsueh, Brasil: calouro de medicina da USP, 22, morreu afogado em trote em 1999. Caso foi arquivado por 'falta de provas' em 2006. Foto: ReproduçãoElizabeth Short, EUA: aspirante à atriz, Dália Negra, como era conhecida, teve o corpo cortado e jogado em LA, em 1947. Foto: Reprodução/YoutubeEleonor e Edward Wheeler Hall, EUA: casal foi morto dentro de casa e o mistério sobre a autoria do crime dura 92 anos. Foto: Reprodução/New York Daily NewsPatrícia Franco, Brasil: engenheira sumiu em 2008, no Rio. Corpo nunca foi encontrado e carro que ela guiava caiu em canal com marca de tiros. Foto: Reprodução/YoutubeAbby e Andrew Borden, EUA: casal foi morto em sua mansão, em 1982, na Inglaterra. Filha de Andrew, Lizzie, foi inocentada da acusação. Foto: Reprodução/YoutubeOscar Romero, El Salvador: arcebispo foi morto quando celebrava missa em 1980. Relatos apontam atirador de elite como algoz. Foto: Reprodução/YoutubeOlof Palme, Suécia: premiê foi morto a tiros quando saía do cinema com a mulher em 1986. Opositor de regimes como o do apartheid, tinha vários inimigos. Foto: Reprodução/YoutubeCrime da rua Cuba, Brasil: Maria Cecília e Jorge Toufic Bouchabki foram assassinados em casa em 1988. Crime prescreveu em 1999 por falta de provas. Foto: Google Street ViewCrime da rua Cuba, Brasil: Jorginho, filho mais velho do casal assassinado, foi acusado pelo crime. Mas, por falta de provas, foi absolvido em 1992. Foto: Reprodução/YoutubeJack, o Estripador, Inglaterra: o serial killer nunca teve a identidade revelada e deixava cartas após matar suas vítimas em 1888. Foto: Reprodução/YoutubeJack, o Estripador: o assassino matou várias prostitutas na Inglaterra. Foto: Reprodução/YoutubeO Menino na Caixa, EUA: um garoto branco, de 4 a 6 anos, foi encontrado nu, enrolado em cobertor, em caixa perto do metrô da Filadélfia em 1957. Foto: Reprodução/YoutubeO garoto da caixa, EUA: havia hematomas por todo o corpo da criança, inclusive na cabeça. Nunca se soube o nome do garoto. Foto: Reprodução/YoutubeZodíaco, EUA: o serial killer assassinou várias mulheres na Califórnia de 1968 a 69. Apesar de haver suspeitos, ninguém foi condenado. Foto: Reprodução/Youtube

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De acordo com os cálculos, as mulheres representaram 8,5% das vítimas de homicídios no estado em 2014 e 7,5% em 2013. Entre as áreas do estado, a maior ocorrência deste tipo de crime foi em Mesquita, na Baixada Fluminense: 45 casos. Em seguida, aparece Duque de Caxias, com 36 casos. Nessas duas áreas somadas, o aumento foi 65%.

“Os homicídios cresceram mais fortemente entre as mulheres. Considerando-se a população geral, o crescimento foi cerca de 4%. Entre as mulheres, esse aumento foi 18%”, disse a coordenadora do estudo, Andréia Soares Pinto.

Os casos de estupro, apesar de terem caído 3%, ainda ficaram em um patamar alto, com 5.676 registros em 2014. Andréia também chama atenção para o fato de a maioria das vítimas, entre as mulheres, serem crianças ou adolescentes: cerca de 65%. As vítimas com até 13 anos são 45,5% do total.

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A subsecretária estadual de Políticas para as Mulheres, Marisa Chaves, lembra que as mulheres costumam ser vítimas de pessoas conhecidas. “O curioso é que o autor dessa violência é sempre alguém com que ela conviveu, conheceu ou que ela teve uma relação de afeto, bem próximo”, disse.

O Dossiê Mulher, que está em sua décima edição, também mostra que as mulheres são a maioria das vítimas em crimes como agressão (em que elas são 64% das vítimas), ameaça (65,5%) e injúria, calúnia ou difamação (73,6%).

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“A gente vive numa sociedade patriarcal, machista, onde as mulheres, por tradição, são subjugadas. Apesar de toda a luta do movimento de mulheres no sentido de reverter isso, esse traço cultural ainda é predominante, porque não existe uma política sustentável ao longo de décadas. As escolas, por exemplo, ensinam a violência e perpetuam esse traço cultural machista que submete as mulheres”, disse Ângela Freitas, integrante da Articulação de Mulheres do Brasil.

Segundo a subsecretária Marisa Chaves, o Dossiê pode ajudar o estado a planejar ações e atividades que possam modificar o quadro de uma “cultural patriarcal”.

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