Após saírem do Flamengo, sem-teto tentam nova invasão e acampam em praça do RJ

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Grupo é o mesmo que invadiu edifício-sede do Flamengo na zona sul da cidade, arrendado para o empresário Eike Batista

Agência Brasil

Os sem-teto que tentaram invadir um prédio na madrugada desta sexta-feira (24), na Praça Mauá, na zona portuária do Rio de Janeiro, estão agora acampados na Praça da Cruz Vermelha, no centro da cidade.

Veja invasão em SP

Manifestantes e PMs entram em confronto em frente à Câmara. Foto: Renato S. Cerqueira/Futura PressSem-teto colocam fogo em pneus e lixeiras após Câmara adiar votação do Plano Diretor. Foto: Renato S. Cerqueira/Futura PressGrupo de sem-teto colocam fogo em pneus e banheiros químicos no centro de São Paulo. Foto: RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/AEManifestantes colocam fogo em pneus em frente à Câmara de São Paulo. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressManifestantes pedem aprovação do Plano Diretor em frente à Câmara Municipal de São Paulo

. Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press

Abril: Sem-teto retirados de prédio de Eike no Rio de Janeiro temem ficar na rua

O grupo é o mesmo que invadiu o antigo edifício-sede do C.R. Flamengo, no bairro do mesmo nome, na zona sul da cidade, arrendado pelo clube ao empresário Eike Batista.

A desocupação do prédio do Flamengo ocorreu no dia 14 deste mês, como resultado de ação de reintegração de posse efetuada pela Polícia Militar, em cumprimento a dois mandados judiciais.

Ao deixarem o imóvel, os desabrigados montaram acampamento na Cinelândia, de onde foram retirados após mais de uma semana. Hoje, ao terem frustrada a tentativa de invasão do edifício do antigo Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas (Iapetec), os sem-teto escolheram a Praça da Cruz Vermelha para acampar.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) informou que em ação articulada com a Defensoria Pública, a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos e a Secretaria Estadual de Habitação, foi feito na última  quarta-feira (22) o cadastramento das famílias que ocuparam o prédio do Flamengo.

Nesta ação, foram atendidas cerca de 200 pessoas, das quais  42 atualizaram suas informações junto ao Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico) e 83 foram inseridas neste cadastro. As restantes não tinham documentação necessária, exigida para fazer a inscrição. Na ocasião, segundo informou a SMDS, foram ofertadas vagas na rede de abrigos do município, “recusadas por todos os atendidos”.

A secretaria informou ainda que esse mesmo grupo de pessoas ocupou anteriormente o terreno da Cedae, na região do Porto do Rio, quando preencheu ficha cadastral. Na ocasião, as pessoas foram orientadas a se dirigir ao Centro de Referência da Assistência Social (Cras) Dodô da Portela, no Santo Cristo, para a inscrição no CadÚnico e verificação das demandas sociais.

A secretaria explicou que das 128 pessoas que preencheram a ficha, apenas 24 compareceram ao Cras. Acrescentou que nenhum dos programas propostos, que incluíam oferta de abrigos, capacitação para o mercado de trabalho e acesso ao balcão de emprego, foi aceito pelos sem-teto. Eles são assistidos pelo Núcleo de Terras e Habitação (Nuth) da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro. 

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