Governo do RJ pretende buscar água na Floresta da Tijuca para combater crise

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Secretário estadual do Ambiente afirma que estudo de impacto ambiental será realizado antes de a medida entrar em vigor

Agência Brasil

O governo do Rio de Janeiro planeja ampliar a captação de água dos rios que nascem no Parque Nacional da Tijuca, na capital fluminense, como alternativa para reduzir a dependência da cidade em relação ao Sistema Guandu. A informação é do secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, durante vistoria ao Rio Carioca, que nasce no parque.

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Vaca caminha pela Represa Jacareí, no dia 29 de janeiro: normalmente ali teria água. Foto: Futura PressSituação calamitosa da Represa Jacareí, parte do Sistema Cantareira, no dia 29 de janeiro. Foto: Futura PressCarro no meio na Atibainha devido ao baixo nível da represa: cenário desolador. Foto: Futura PressPedalinhos inutilizados na Represa Atibainha, parte do Cantareira, em janeiro. Foto: Futura PressRepresa Atibainha, em janeiro de 2015. Foto: Futura PressLixo surge na Represa de Atibainha, em janeiro. Foto: Futura PressEm protesto contra a falta de água, governador Geraldo Alckmin é ironizado por manifestantes (26/01/2015). Foto: AP PhotoEm São Paulo, moradores organizaram uma passeata contra a falta de água. Foto: AP PhotoMoradores protestam contra a falta de água em São Paulo (26/01/2015). Foto: AP PhotoProtesto 'Banho Coletivo na casa do Alckmin', na manhã desta segunda-feira (23), em frente ao Palácio dos Bandeirantes. Foto: Futura PressFalta de água em São Paulo se agrava e motiva protestos . Foto: AP PhotoRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em setembro; veja mais imagens da situação dos reservatórios do Sistema Cantareira. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura PressSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia Stavis

“Pela vegetação, o parque é um celeiro de água e tem várias minas que já abastecem algumas comunidades. A gente vai fazer um balanço hídrico. Será que tem uma forma mais eficiente de tratar [a água do parque]? Isso vai ao encontro do que eu quero, aumentar a oferta hídrica de fontes que não são o Guandu. O Guandu já abastece essa região, mas a gente pode aliviar o Guandu”, disse Corrêa.

Segundo ele, isso depende, no entanto, de um estudo de impacto ambiental, para evitar que as captações prejudiquem os corpos hídricos dentro do parque. O chefe da Parque Nacional da Tijuca, Ernesto Viveiros de Castro, diz que a Companhia Estadual de Águas, a Cedae, já faz captações dentro do parque, assim como moradores de comunidades do entorno.

“Já existem captações, muitas vezes precárias. Regularizar essa captação é interessante. Não resolve um problema na escala que a gente tem hoje, mas faz muito mais sentido adequar essa captação do que trazer água do Guandu para a cidade inteira”, disse.

Castro explicou que os rios do parque abastecem três bacias hidrográficas: a Baía de Guanabara, a Lagoa Rodrigo de Freitas e lagoas de Jacarepaguá. A Floresta da Tijuca, que integra o Parque Nacional, tem ligação histórica com o abastecimento de água do Rio de Janeiro. As primeiras captações para a cidade foram feitas em rios da região.

Na segunda metade do século 19, o Maciço da Tijuca já estava completamente devastado, já que serviu de espaço para cultivo de café. Em 1861, como forma de proteger os mananciais do Rio, o imperador Dom Pedro II resolveu reflorestar o maciço, revitalizando a Floresta da Tijuca.

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