Detido por matar mulher de 62 anos, homem de 26 anos falou a investigadores que vem cometendo homicídios desde os 17

Agência Brasil

Um homem de 26 anos afirmou a policiais da Divisão de Homicídios (DH) da Baixada Fluminense que cometeu 43 homicídios nos últimos nove anos. O suspeito havia sido preso em flagrante pelo assassinato de uma mulher de 62 anos e falou aos investigadores sobre os outros assassinatos, que teriam sido cometidos a partir de seus 17 anos.

Imagem do assassino divulgada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira
Polícia Civil/Divulgação
Imagem do assassino divulgada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira

O delegado Marcelo Machado, que investiga no caso, disse que é preciso investigar se as mortes de fato ocorreram. Uma apuração inicial identificou outros três homicídios registrados neste ano com modus operandi semelhante ao relatado pelo suspeito.

Essas mortes, todas de homens, teriam ocorrido a mando da companheira do suspeito, que o pagava com roupas e comida enquanto moravam juntos no bairro do Corumbá, em Nova Iguaçu. As vítimas eram desavenças, como um homem que furtou celular, outro que devia R$ 40 e uma mulher que ofendeu a mandante. Ele já é autor nestes três inquéritos e no que foi preso em flagrante – a morte das 38 mulheres ainda estão sendo confirmadas.

"A gente está averiguando. Tem que verificar na nossa base de dados para saber até que ponto isso é real", disse o delegado.

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O homem disse aos policiais que matava por aluguel ou por prazer, e que as vítimas que escolhia eram principalmente mulheres brancas, com mais de 30 anos e estudantes. Segundo o suspeito, ele não matava mulheres negras porque lembravam suas familiares. Ele também afirmou se arrepender de ter assassinado uma criança de 2 anos, porque ela estava fazendo muito barulho enquanto ele matava a mãe.

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A morte da criança e da mãe coincidem com um crime semelhante no bairro de Santa Rita, em Nova Iguaçu, há quatro anos. O delegado-titular da Delegacia de Homicídios, Pedro Medina, disse que as informações declaradas têm se confirmado até o momento. "Contamos com a colaboração de parentes de vítimas com esse perfil, de abuso sexual e asfixia. Muita coisa já está arquivada", disse o delegado. O homem detido nega ter abusado sexualmente das vítimas.

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O suspeito disse à polícia que tomava cuidados como usar luvas e tocas, e que chegava a cortar as unhas das vítimas depois dos crimes. Ele as observava por uma semana a um mês, e invadia suas casas durante a noite para matá-las, sempre asfixiadas. O suspeito será transferido para uma unidade prisional até esta sexta-feira (12).

Além do homem de 26 anos e de sua companheira, também foi preso o ex-marido dela, que morava com os dois e participou da morte que gerou o flagrante.

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