Brasil manterá estuprador neozelandês preso até julgamento da extradição

Por Agência Brasil |

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Phillip John Traynor é acusado de 5 assassinatos, pedofilia e sequestro. Ele foi preso nesta quarta-feira pela PF no Rio

Agência Brasil

O governo da Nova Zelândia deve enviar ao governo brasileiro nos próximos dias pedido de extradição do neozelandês Phillip John Traynor, de 40 anos, acusado de cinco assassinatos, pedofilia e sequestro em seu país. Ele foi preso ontem (12) pela Polícia Federal no Rio em hostel em Santa Teresa, na região central da cidade, onde estava hospedado desde o dia 8. Phillip teve a prisão perpétua decretada na Nova Zelândia e fugiu para o Brasil. A Justiça do Rio decretou a prisão temporária do neozelandês por 60 dias até que sejam concluídas as providências necessárias para deportação do estrangeiro.

O neozelandês estava na lista de procurados da Interpol. Foi condenado em 1996 a prisão perpétua na Nova Zelândia pelo assassinato do pai de um menor que ele abusava sexualmente entre 1992 e 1995, com o nome de Phillip John Smith.

Phillip teria conseguido escapar do sistema carcerário do país dele, ao sair da prisão para visitar parentes, usando nome falso. Enquanto estava preso, Phillip conseguiu nova certidão de nascimento e mudou seu nome para Phillip John Traynor, sobrenome utilizado por parte da família dele, o que possibilitou a fuga.

Ao receber autorização para deixar a prisão na Nova Zelândia, na última quinta-feira (6), e de posse de um passaporte com nome falso, ele pegou um voo para Santiago, no Chile. De lá embarcou para São Paulo e depois veio de carro para o Rio.

O criminoso foi encaminhado para o Presídio Ary Franco, em Água Santa, zona norte do Rio. O juiz Flavio Roberto de Souza, da 3a. Vara Federal Criminal do Rio, decretou ontem (12) a prisão administrativa do neozelandês Phillip John Traynor, pelo prazo de 60 dias, para que o Ministério da Justiça e a Polícia Federal possam efetivar as providências necessárias à deportação do estrangeiro. O juiz cita ainda em seu despacho, que está demonstrado nos autos, uma vez que os pedidos de prisão são robustos para indicar a prática de crimes na Nova Zelândia, onde foi condenado à prisão perpétua. "Deve ser levado em consideração que, ao tomar conhecimento do pedido de deportação, poderá fugir para local incerto, a exemplo do que fez em relação à condenação aplicada pela Justiça do seu país de origem".

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