Tribunal decide manter congelado nos EUA corpo de engenheiro morto em 2012

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Morto no Rio, homem foi enviado por uma das filhas a Detroit para supostamente realizar desejo de ser submetido à criogenia

Agência Brasil

Por 3 votos a 2, os desembargadores da 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiram, nesta quarta-feira (20), manter congelado nos EUA o corpo do engenheiro Luiz Felipe Dias de Andrade Monteiro até que se esgotem os recursos jurídicos na apreciação do processo. Na sessão, os magistrados destacaram que o caso é sem precedentes na Justiça brasileira.

TV Globo/Reprodução
Luiz Felipe Dias de Andrade Monteiro ao lado de Lígia, que optou por submetê-lo ao congelamento

O engenheiro morreu em 2012 no Rio de Janeiro e seu corpo foi trasladado cinco meses depois para Detroit, nos Estados Unidos, onde é mantido em uma cápsula de hidrogênio de uma empresa da cidade. O traslado foi feito por Lígia Cristina de Mello Monteiro, filha do segundo casamento do engenheiro. As duas filhas do primeiro casamento dele, Carmem Sílvia Monteiro Trois e Denise Nazaré Bastos Monteiro, não concordam e afirmam que Luiz Felipe queria ser enterrado no cemitério de Canoas, no Rio Grande do Sul, onde está sepultada a mãe delas.

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Segundo o tribunal, Lígia apresentou declarações de pessoas que conviveram com o engenheiro, segundo as quais ele queria ser submetido ao processo de criogenia, na esperança de uma futura reanimação com a descoberta da cura de sua doença pela ciência. Carmem e Denise querem trazer o corpo de volta para o Brasil e também apresentaram declarações de parentes indicando que o engenheiro queria ser sepultado no país natal. Luiz Felipe não deixou, porém, documentos informando qual seria sua vontade.

Carmem e Denise tinham conseguido uma decisão favorável em primeira instância, mas Lígia recorreu. A sentença foi reformada em julgamento de segunda instância e ela obteve o direito de levar o corpo para os Estados Unidos. As irmãs apelaram, impetrando recursos infringentes. De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, como a família ainda pode entrar com novos recursos, os desembargadores entenderam que o corpo deve ser mantido congelado até sair a decisão jurídica final.

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