Marcha das Vadias reúne 300 pessoas em defesa dos direitos femininos no Rio

Por Agência Brasil |

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Houve princípio de tumulto quando o grupo tentou ocupar uma das vias da Avenida Atlântica e foi contido pela PM

Agência Brasil

Marcos Vidal/Futura Press
Homens e mulheres tiraram a roupa para protestar pelos direitos femininos

A Marcha das Vadias, evento de luta pelos direitos da mulher, reuniu neste sábado (9) na orla de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, cerca de 300 pessoas, segundo a Polícia Militar (PM). Muitos manifestantes seguravam cartazes com palavras de ordem contra a violência sexual e de gênero e em defesa de direitos como ao parto humanizado, ao aborto e aos direitos sexuais.

O casal Ana Brumana e Thiago Queiroz foi à marcha pela primeira vez, levando o filho de 1 ano e 7 meses. "Viemos muito motivados pela temática meu corpo, minhas regras. A gente lutou muito pelo parto dele, que foi em casa, foi lindo. Essa é uma luta para a gente", contou Ana.

Ativistas defendem direitos das mulheres durante a Marcha das Vadias. Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilParticipantes seguraram cartazes e protestavam pelos direitos femininos. Foto: Marcos Vidal/Futura PressAté homens participaram da Marcha das Vadias, neste sábado (9). Foto: Marcos Vidal/Futura PressMulheres tiraram a roupa para protestar pelos direitos femininos. Foto: Marcos Vidal/Futura PressAlgumas ficaram com os peitos totalmente a mostra e usaram o próprio corpo para escrever palavras de ordem. Foto: Marcos Vidal/Futura PressHomens e mulheres eguravam cartazes contra a violência sexual e de gênero e em defesa de direitos como ao parto humanizado, ao aborto e aos direitos sexuais. Foto: Marcos Vidal/Futura Press

Cantando e tocando tambores improvisados com latas de tinta, os manifestantes caminharam cerca de 3 quilômetros pela orla.

Muitos homens que participaram da marcha usavam batom, saias e vestidos. O produtor cultural Felipe Gonçalves foi ao protesto pelo segundo ano consecutivo. "O movimento feminista tem crescido muito no Brasil, mas ainda está atrás de alguns movimentos como o movimento negro", opinou ele. "Muitas mulheres, como minha mãe, ainda não se veem no direito de manifestar, não se sentem pertencentes a movimentos como este, que é genial", comentou.

O encontro reuniu representantes de diferentes movimentos e causas, como Laura Lee, vice-presidente do grupo Vitamore, de portadores de HTLV, uma doença sexualmente transmissível. "Viemos fazer uma divulgação desse vírus e também defender o direito das mulheres", declarou.

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Na metade do percurso, houve princípio de tumulto quando o grupo tentou ocupar uma das vias da Avenida Atlântica e foi contido pela PM. Após alguns minutos de tensão entre alguns manifestantes e policiais, a marcha voltou a ocupar apenas uma das pistas da via.

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