Polícia prende quatro PMs acusados de estupro em comunidade pacificada do Rio

Por Agência Brasil |

compartilhe

Tamanho do texto

Casa indicada pelas mulheres como o local onde teria ocorrido o crime foi periciada. A polícia recolheu material genético

Agência Brasil

A Polícia Militar (PM) prendeu por suspeita de estupro e abuso de autoridade, no Batalhão Especial Prisional (BEP), quatro policiais militares da UPP Jacarezinho, zona norte do Rio. A violência teve como vítimas três mulheres moradoras da comunidade. Mais dois policiais estão presos admistrativamente no quartel por 72 horas porque também teriam participado do crime e estão sendo investigados no inquérito policial.

De acordo com a Polícia Civil, os policiais militares Gabriel Machado Mantuano, Renato Ferreira Leite, Wellington de Cássio Costa Fonseca e Anderson Farias da Silva foram presos em flagrante na 25ª Delegacia de Polícia (DP), bairro de Engenho Novo, na noite desta terça-feira (5). Eles são acusados de violentar sexualmente três mulheres na madrugada do mesmo dia, na comunidade do Jacarezinho.

Logo após o crime, as vítimas procuraram a delegacia. Elas prestaram depoimento e fizeram exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal. A casa indicada pelas mulheres como o local onde teria ocorrido o estupro foi periciada. Lá, foi recolhido material genético para exame de DNA.

Durante todo dia de ontem, cerca de 60 policiais militares que estavam de plantão na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Jacarezinho, na madrugada do crime, foram apresentados na 25ª DP pela Delegacia de Policia Judiciária Militar (DPJM), que apura os crimes cometidos por policiais militares. Divididos em grupos, eles foram submetidos ao reconhecimento pessoal pelas três mulheres e também por testemunhas.

Os quatro soldados da UPP Jacarezinho presos em flagrante foram reconhecidos pelas vítimas e testemunhas. Eles vão responder pelo Artigo 232 do Codigo Penal Militar (constranger mulher a conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça), além de abuso de autoridade. O policial militar Anderson Farias da Silva também foi indiciado pelo crime de roubo do celular de uma das mulheres.

De acordo com o delegado Niandro Lima, titular da 25ª DP, as investigações prosseguem para identificar mais dois policiais militares envolvidos no crime de violência sexual.

Em nota, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) informou que o comandante da UPP Jacarezinho, major Renato Senna, logo após saber do registro na delegacia, determinou que todos os policiais ficassem na base da unidade, mesmo aqueles que já haviam cumprido seu horário de serviço.

A corporação informou que está colaborando ao máximo para a apuração da denúncia, que considerou gravíssima. Segundo a PM, se for comprovado o envolvimento de policiais militares no caso de violência sexual, "as medidas adotadas serão rigorosas, incluindo prisão e possível exclusão, dentro de 30 dias".

Leia tudo sobre: PMsacusadoscomunidade pacificadoRio

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas