Polícia do Rio de Janeiro pede prorrogação da prisão de ativistas

Por Agência Brasil |

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Pedido não incluiu os 12 ativistas autorizados nesta terça-feira (15) a serem liberados pela Justiça, por meio habeas corpus

Agência Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro pediu hoje (16) a extensão da prisão temporária (válida por cinco dias) de 16 investigados por participação em atos violentos em manifestações. O pedido não incluiu os 12 ativistas autorizados ontem (15) a serem liberados pela Justiça, por meio habeas corpus. No sábado (12), a Operação Firewall prendeu 19 pessoas e apreendeu dois adolescentes. Ao todo, 26 prisões foram decretadas pela 27ª Vara Criminal. Nove pessoas estão foragidas.

O alvará de soltura dos 12 ativistas está no Cartório da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e a expectativa dos advogados é que os ativistas deixem o sistema penitenciário hoje. Entre eles, a advogada Eloysa Samy Santiago, assistida pela Ordem do Advogados do Brasil (OAB), e a radialista da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Joseane Freitas, defendida pelo Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro.

A advogada do Instituto Defensores de Direitos Humanos (DDH), Raphaela Lopes, que conseguiu a liberação de três ativistas, aponta duas irregularidas nos processo: a decretação de prisão temporária para prevenir um “fato futuro”, o que deveria ser feito pela prisão preventiva, e a ausência de indícios que justificassem a prisão. “Não há um detalhamento do porquê, do envolvimento dos ativistas em supostos atos ilegais”.

O instituto, que também defende um dos adolescentes apreendidos, encaminhará ainda hoje um pedido de extensão dos efeitos dohabeas corpus do 12 ativistas para o jovem ainda hoje. Anteriormente, a entidade ingressou com pedido de liberdade assistida.

Segundo o instituto, além dos adolescentes, permanecem presos a professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Camila Jourdan; e os ativistas Tiago Teixeira da Rocha, Eduarda Oliveira de Castro, Igor Pereira D'Icarahy e Elisa Quadros Pinto Sanzi, a Sininho.

A Polícia Civil informou, em nota, que nem todas as informações acerca do inquérito podem ser divulgadas devido ao segredo de Justiça. A nota diz que o inquérito foi aberto para apurar atos violentos em protestos em setembro do ano passado e que as investigações ainda não foram concluídas. Os detidos são acusados de associação criminosa.

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