PM do Rio de Janeiro vai usar uniforme 'Robocop' em manifestações

Por iG São Paulo |

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Equipamento pesa dez quilos e é capaz de proteger policiais contra pedradas, gás lacrimogênio e até mesmo rojões

Proteção de plástico resistente sobre ombros, braços, pernas, pés e costas, capacete contra pedras e objetos pontiagudos, máscara antigás, cinto de “utilidades” e protetor antichamas nas mãos são os itens que fazem parte do novo uniforme estilo “Robocop” do Batalhão de policiamento em Grandes Eventos (BPGE) da Polícia Miltiar do Rio de Janeiro. O Batalhão de Choque da PM do Rio já usa equipamento semelhante. 

O equipamento que pesa cerca de dez quilos, comprado para ser usado na Copa do Mundo e Olímpiadas, já pode ser utilizado em manifestações pela polícia carioca. O batalhão recebeu 200 desses equipamentos de proteção individual (EPI).

Segundo o tenente-coronek Wagner Villares, comandante do BPGE, os 600 policiais da tropa já receberam treinamento para utlizar o equipamento, que ainda conta com cinco capaz de acoplar uma pistola, arma de choque, algema, bastão e carregadora de pistolas.

“ O plástico do uniforme é resistente a pancada e a impacto. Por baixo desse plástico que vai no peito e costas ainda tem uma outra proteção que absorve e distribui a pancada”, explicou Villares. “O equipamento é capaz até de proteger o soldado contra rojões como aquele que matou o cinegrafista [Santiago Andrade, da Bandeirantes, atingido por um rojão na cabeça enquanto cobria um protesto no dia 6 de fevereiro]”, disse o comandante.

Assim como a polícia paulista, segundo ele, a tropa do Rio também está recebendo treinamento em artes marciais para atuar nos protestos desde junho. “Nós já treinamos a tropa com artes marciais desde junho do ano passado e agora estamos intensificando esse treinamento. Toda a tropa vai passar por um estágio de uma semana e depois haverá manutenção [das técnicas] pediódica. Até março, teremos toda a tropa treinada”, disse.

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Ainda de acordo com Villares, também no mês que vem os policiais do BPGE ainda terão um curso específico para atuar em “proximidade das multidões”. “Esse curso abordará direitos humanos, psicologia de massas, artes marciais, condicionamento físico, proteção de autoridades, utilização do bastão [cassetete] para imobilização e técnicas de imobilização visando a Copa e as Olimpiadas”.





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