Julgamento de manifestante preso é suspenso no Rio de Janeiro

Por Agência Estado |

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Baiano é acusado de ter incendiado uma viatura, mas PMs que testemunharam contra ele foram contraditórios

Agência Estado

Foi suspensa no fim da tarde desta segunda-feira (16), após três horas, a audiência de instrução e julgamento do manifestante Jair Seixas Rodrigues, mais conhecido como Baiano, preso em Bangu 9 há mais de dois meses, desde o protesto realizado no centro do Rio em 15 de outubro, Dia do Professor.

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O pedido de adiamento foi feito pelo Ministério Público, em razão do não comparecimento de um dos três policiais militares convocados como testemunhas de acusação. Militante da Frente Internacionalista dos Sem Teto (Fist), Baiano é acusado de formação de quadrilha e de ter ajudado a incendiar uma viatura da PM. Os dois policiais que testemunharam contra ele apresentaram contradições nos depoimentos, de acordo com advogados do Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH) que acompanharam a audiência.

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"Um deles afirmou que Baiano usava roupas pretas e máscara, enquanto o outro policial disse que não era essa a vestimenta do manifestante. As duas testemunhas também discordaram do local onde teria ocorrido o suposto crime", afirmou o DDH. O PM que faltou apresentou um atestado médico. O policial e as testemunhas de defesa serão ouvidos na próxima audiência, que ainda não tem data para ocorrer. No fim da sessão, advogados de Baiano pediram o relaxamento da prisão. O pedido deverá ser analisado até o fim desta semana.

Três policiais militares e 11 seguranças do Tribunal de Justiça (TJ) do Rio impediram o acesso do público à audiência desta segunda-feira, iniciada às 14 horas. Apenas testemunhas e advogados foram autorizados a cruzar o cordão de isolamento formado no corredor principal do quinto andar do Fórum, onde fica a 14ª Vara Criminal, local do julgamento.

Pelo menos 20 pessoas tentaram acompanhar a audiência e foram barradas. De acordo com o setor de segurança do TJ, a medida foi determinada pela Justiça por "questões de segurança". Procurada, a assessoria do TJ não informou o motivo da proibição. Alguns manifestantes seguravam cartazes pedindo a liberdade de Baiano, com fotos do ativista e frases do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela.

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