Estudante que se disse vítima de sequestro é indiciado no Rio de Janeiro

Por Agência Estado |

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Em depoimento, estudante afirmou que foi levado por quatro homens na Tijuca, zona norte

Agência Estado

O estudante Rodrigo Antônio D' Oliveira Graça, de 19 anos, foi indiciado pelo delegado Fábio Barucke, titular da 18.ª Delegacia de Polícia (DP), na Praça da Bandeira, zona norte do Rio, sob acusação de denunciação caluniosa. Em 25 de julho, Graça havia procurado a delegacia para registrar que tinha sido vítima de sequestro por causa da atuação em manifestações na capital fluminense. De acordo com a Polícia Civil, ele é militante do Psol. Procurado, o partido anunciou que "ninguém conhece o estudante". Graça não foi localizado pela reportagem.

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Em depoimento, de acordo com a polícia, o estudante afirmou que, na tarde de 25 de julho, foi levado por quatro homens que estavam num Renault Sandero quando passava a pé pela Rua Afonso Pena, na Tijuca, zona norte. Na ocasião, Graça disse que ficou 40 minutos em poder do grupo e narrou, ainda segundo a polícia, que os homens gritavam: "Você é o Rodrigo, né? Manifestante e militante do Psol, você tem de acabar com esse negócio de ir a manifestações, você e toda a sua corja. Você vai servir de exemplo para esses caras que estão aí". Na delegacia, o estudante disse que foi libertado na Rua Frei Caneca, no centro.

Graça também esteve na delegacia em 24 de julho, conforme a polícia, para denunciar um crime de ameaça, uma vez que, segundo ele, no dia anterior havia recebido ligações ameaçadoras no telefone de casa e no celular, de um homem que ordenava que parasse de participar dos protestos. "Para iniciar as investigações, o delegado recolheu câmeras de segurança dos locais exatos onde Rodrigo disse ter sido sequestrado e depois liberado.

Em nenhuma das imagens, no entanto, aparece Rodrigo ou a suposta ação do grupo", anunciou a polícia, por meio de nota divulgada nesta terça-feira, 8. Barucke declarou ter pedido à Justiça a quebra de sigilo telefônico para obter os registros das chamadas de ameaças. "Porém, em depoimento, o estudante reconheceu como de amigos e parentes todos os números que aparecem na conta", disse a polícia.

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