Protesto na Câmara Municipal do Rio termina com três feridos

Por Agência Estado |

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Manifestantes pediram o impeachment de Sérgio Cabral e reagiram contra o decreto que criou a Comissão de Atos de Vandalismo. Cerca de 2.000 participaram do ato

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Pelo menos três pessoas (um policial e dois manifestantes) ficaram feridas e um manifestante foi detido durante um protesto que culminou com a invasão da Câmara Municipal do Rio, na noite desta quarta-feira (31). A manifestação começou às 16 horas na Cinelândia, em frente à Câmara, e reuniu 2.000 pessoas, que seguiram em passeata pelo centro.

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Manifestantes invadem a Câmara de Vereadores no centro do Rio de Janeiro


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Elas protestavam contra o decreto estadual 44.305/2013, que criou a Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas (CEIV), e exigiam o impeachment do governador Sérgio Cabral (PMDB). Após passar pelo Ministério Público Estadual, onde um grupo foi recebido pelo procurador-geral de Justiça, e pela Assembleia Legislativa, eles voltaram à Cinelândia e tentaram invadir a Câmara.

Embora policiais e seguranças tenham feito um cerco ao prédio, cerca de 50 ativistas conseguiram entrar por uma porta lateral, por volta das 21 horas. Esse grupo anunciou que pretendia permanecer na Casa até que a Assembleia Legislativa, que volta hoje ao trabalho, após o recesso parlamentar de julho, aprove o impeachment de Cabral.

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Segundo assessores parlamentares, alguns manifestantes que estavam dentro da Câmara tentaram destruir o gabinete da presidência, exercida pelo vereador Jorge Felippe (PMDB). Outros ativistas tentaram conter esse grupo, sem sucesso. A polícia então decidiu retirar todos os manifestantes, e usou cassetetes e gás pimenta. O prédio foi esvaziado, e vários manifestantes dizem ter sofrido agressões dos PMs.

Do lado de fora, manifestantes que lançavam pedras e fogos de artifício contra os policiais foram atacados também com cassetetes, armas de choque e gás pimenta. Um policial foi ferido na boca e dois manifestantes foram atingidos por pedras atiradas por outros ativistas. A polícia não usou bombas nem dentro nem fora da Câmara. Por volta das 23 horas os manifestantes se dispersaram.

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