Rompimento de adutora mata criança e deixa feridos no Rio

Por iG São Paulo |

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Menina de 3 anos engoliu muita água e morreu no hospital. Pelo menos 16 pessoas ficaram feridas

Casas e carros foram destruídos na madrugada desta terça-feira (30), atingidos por milhões de litros de água que jorraram depois do rompimento de uma tubulação subterrânea da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae). O desastre aconteceu no bairro de Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro, nas imediações da estrada do Mendanha.

A menina Isabela Severo da Silva, 3 anos, precisou ser socorrida e encaminhada às pressas ao Hospital Estadual Rocha Faria. Ela engoliu muita água e precisou receber massagem cardíaca no local, porém não resistiu e morreu no hospital.

Rompimento de adutora destrói casas e carros. Foto: Reproduçao TV GloboRompimento de adutora destrói casas e carros. Foto: O DiaRompimento de adutora destrói casas e carros. Foto: O DiaRompimento de adutora destrói casas e carros. Foto: O DiaRompimento de adutora destrói casas e carros. Foto: O DiaRompimento de adutora destrói casas e carros. Foto: O DiaRompimento de adutora destrói casas e carros. Foto: O DiaRompimento de adutora destrói casas e carros. Foto: O Dia

De acordo com informações dos bombeiros que realizam o atendimento às vítimas, pelo menos 16 pessoas estão feridas e desalojodas. Trinta e três casas foram atingidas, 17 desabaram e outras 16 tiveram algum tipo de dano. 

O mecânico Agilson da Silva Serpa, de 42 anos, conta que estava em casa com a esposa, o cunhado e a enteada de 8 anos. “A água começou a bater no telhado e pensamos que era chuva. Mas estava muito forte. Tentamos nos abrigar no banheiro, mas as paredes da casa começaram a cair. Aí tentamos sair, mas fomos levados pela correnteza”, conta o morador, que teve ferimentos nas pernas, no rosto e no braço.

Segundo ele, a correnteza foi tão forte que fez com que os familiares se perdessem e só se reencontrassem 30 minutos depois. As outras três pessoas que estavam na casa tiveram que ser encaminhadas ao hospital. Agilson conta que três carros que estavam sendo consertados por ele foram destruídos.

Somente ao amanhecer a Cedae conseguiu diminuir a força da água. Para chegar ao trecho mais prejudicado, o Corpo de Bombeiros precisou usar embarcações a remo.

O registro da tubulação já foi fechado e, segundo a distribuidora de água, o abastecimento não será interrompido porque a água foi desviada para outras tubulações.

O registro da adutora já foi desligado, mas as ruas continuam alagadas. Por isso, os bombeiros estão trabalhando com botes no local. A distribuidora Light interrompeu o fornecimento de energia na área, por segurança.

Cedae custeará novas casas

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), ratificou que a Companhia Estadual de Água e Esgoto custeará novas casas para quem ficou desabrigado pelo rompimento da adutora em Campo Grande. Cabral disse que foi ao local para prestar "apoio, solidariedade e acolhimento às famílias atingidas pelo rompimento da adutora".

"Queria prestar minha solidariedade sobretudo à família que perdeu uma criança. Não há perda material que equivalha à vida de uma criança." Quem perdeu utensílios e eletrodomésticos também será ressarcido, ele disse. A causa do rompimento, segundo Cabral, será apurada por uma perícia externa. Cabral falou na escola municipal Casimiro de Abreu, que fica perto do local alagado, mas não foi diretamente ao ponto onde os moradores estavam.

Dessa forma, evitou protestos das famílias afetadas contra ele e a Cedae. Depois que saiu, numa van, junto com o prefeito Eduardo Paes (PMDB), moradores protestaram contra a presença dos dois. Eles foram chamados de "sem-vergonha" e "cara de pau" enquanto a van partia.

O governador foi perguntado pela reportagem sobre o pedido, feito nesta segunda-feira (29), para que manifestantes deixassem de protestar em sua porta, no Leblon, mas se esquivou.

Novas manifestações já estão convocadas. O prefeito disse que um primo da menina que morreu, Isabela Severo da Silva, trabalha na prefeitura, e que toda ajuda será dada às famílias.

*Com Agência Estado e Agência Brasil

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