Inquérito contra manifestante acusado de atirar coquetel molotov é arquivado

Por Agência Estado |

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Segundo a perícia, imagens mostram que o indiciado não estava posicionado no local de onde os artefatos foram arremessados contra policiais

Agência Estado

A promotora de Justiça Janaína Vaz Candela Pagan, da 21ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, arquivou nesta segunda-feira, 29, o inquérito em que Bruno Ferreira Teles é acusado de atirar um coquetel molotov em direção a policiais militares que atuavam na manifestação ocorrida em 22 de julho em frente ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na zona sul. O arquivamento foi acolhido pela juíza Ana Luiza Coimbra Mayon Nogueira.

Leia também: Preso em ato não portava coquetel molotov, diz policial militar

O Ministério Público entendeu que a palavra isolada do policial militar, responsável pela prisão do indiciado, "não configura indício suficiente de autoria a justificar a deflagração da instância penal, em não havendo outras provas". Segundo a perícia realizada pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público, as imagens da manifestação mostram que o indiciado não estava posicionado no local de onde os artefatos foram arremessados.

Veja mais: Tribunal de Justiça concede habeas corpus a manifestante detido no Rio

Teles foi alvo de uma polêmica. Por ocasião de sua prisão, as polícias Civil e Militar afirmaram, em nota, que ele estava com pelo menos 11 coquetéis molotov. Depois, como a TV Globo denunciou na semana passada, um dos policiais militares responsáveis por sua prisão afirmou, em inquérito policial, que nenhum explosivo havia sido encontrado com o rapaz. Ele foi preso, segundo esse PM, após ter recebido um coquetel molotov e lançado na direção de policiais.

Veja o momento da prisão do manifestante:



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