Rio passou no teste com Jornada, diz ministro Gilberto Carvalho

Por Agência Estado |

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Ministro da Secretaria Geral da Presidência analisa a realização da Jornada Mundial da Juventude no Rio

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Papa Francisco celebra Missa de Envio na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro

O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, esteve no Centro de Estudos do Sumaré, para um encontro de autoridades com o papa Francisco. Segundo ele, a avaliação do governo é de que "o País ganhou um presente" com a Jornada Mundial da Juventude. "A avaliação é que o evento ficou muito acima do esperado. Houve problemas de infraestrutura, de logística, a cidade passa por um estresse. Mas foi o maior evento do Rio e a cidade passa no teste. A orla estava linda hoje (domingo) à tarde", afirmou o ministro. "Acho que foi mais forte e bonito ter sido em Copacabana."

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Segundo Carvalho, a presidente Dilma se encontrou com Francisco após a Missa de Envio, em Copacabana, e agradeceu a escolha do Brasil e o tipo de pregação feita pelo pontífice. Dilma teria elogiado o pronunciamento no Teatro Municipal do Rio, em que Francisco colocou a política como um serviço.

"O papa deu uma enorme lição a nós, políticos, e também à Igreja", disse Carvalho, em referência ao estilo simples de Francisco. "Quando ele vai ao encontro do povo e diz que o pastor tem que estar com cheiro de ovelha, ele mostra que é importante descermos do pedestal e estarmos próximos do povo."

Francisco acena na partida do Brasil, neste domingo (28). Foto: APPapa sobe as escadas da aeronave que o levou para a Itália. Foto: APAssim como desembarcou no Brasil, carregando sua bagagem de mão, Francisco se despediu do País. Foto: APPapa se despede do Brasil na porta do avião que o levou de volta, neste domingo, na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro. Foto: ReutersPapa Francisco na janela do avião que o levou de volta para Roma. Foto: APPapa caminha para o avião em tapete vermelho. Foto: APPapa seguiu até o avião ao lado do vice-presidente Michel Temer. Dilma não esteve na cerimênia de despedida. Foto: APO adeus do papa ao que estiveram na Base Aérea do Galeão. Foto: APPapa durante a cerimônia oficial de despedida, no Rio de Janeiro. Foto: APDilma Rousseff ao lado do papa Francisco e dos presidentes do Uruguai,  Danilo Astori, da Bolívia, Evo Morales e da Argentina, Cristina Kirschner. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Presidente Dilma Rousseff cumprimenta o papa Francisco, durante Santa Missa pela 28ª Jornada Mundial da Juventude. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Dilma Rousseff acompanhada da presidente da Argentina, Cristina Kirschner e do presidente da Bolívia, Evo Morales. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR O sol atrapalhou os presidentes do Brasil, Argentina e Bolívia durante a missa de encerramento da JMJ, neste domingo. Foto: ReutersPresidente da Argentina, Cristina Kirschner, oferece um pouco de sombra para Dilma Rousseff durante missa em Copacabana, neste domingo. Foto: ReutersPara Francisco anuncia que próxima JMJ acontecerá em Cracóvia, na Polônia, e peregrinos poloneses comemoram. Foto: APPara Francisco anuncia que próxima JMJ acontecerá em Cracóvia, na Polônia, e peregrinos poloneses comemoram. Foto: APPara Francisco anuncia que próxima JMJ acontecerá em Cracóvia, na Polônia, e peregrinos poloneses comemoram. Foto: APMilhares de pessoas lotam Copacabana para acompanhar a missa. Foto: APCachorro chama a atenção ao invadir o palco da celebração da missa. Foto: APPor conta da chuva na semana passada, o encerramento da Jornada foi transferido para Copacabana. Foto: APVisão aérea do palco onde é realizada a Missa do Envio, no encerramento da JMJ. Foto: APFrancisco celebra a eucaristia . Foto: APFrancisco na celebração da Missa do Envio em Copacabana. Foto: APPapa Francisco durante a Missa de Envio, na orla de Copacabana, Rio de Janeiro. Foto: APOs presidentes Dilma Rousseff, Cristina Kirchner, da Argentina, e Evo Morales, da Bolívia acompanham a missa. Foto: APPresidentes do Brasil, Argentina, Bolívia e Suriname se protegem do forte sol no Rio. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Presidenta Dilma Rousseff (dir.) participa da Missa de Envio ao lado da presidente argentina Cristina Kirschner (esq.). Foto: APClero aguarda início da missa de encerramento da Jornada Mundial da Juventude. Foto: APPapa abençoa criança a caminho da Missa do Envio, em Copacabana, neste domingo. Foto: APPapa Francisco acena para fiéis durante desfile em papamóvel na orla de Copacabana. Foto: APApós desembarcar no Forte de Copacabana, papa Francisco inicia desfile em papamóvel pela orla. Foto: APPraia de Copacabana, no Rio, é tomada por fiéis nesta manhã de domingo para o encerramento da JMJ. Foto: APPraia de Copacabana, no Rio, é tomada por fiéis nesta manhã de domingo para o encerramento da JMJ. Foto: APPraia de Copacabana, no Rio, é tomada por fiéis nesta manhã de domingo para o encerramento da JMJ. Foto: APFéis rezam à beira mar na praia de Copacabana. Foto: APPeregrinos acompanham o amanhecer com um boneco representando Cristo. Foto: APNo amanhecer, peregrinos que passaram a noite na praia de Copacabana. Hoje é o encerramento da JMJ. Foto: AP

Na avaliação de Carvalho, o discurso do papa sobre a corrupção "vai na linha da reforma política que precisamos fazer no País". E completou: "Não é a reforma da Dilma ou de quem for. É a reforma da política que o País precisa, provocando e abrindo a participação popular para o diálogo."

Para o ministro, o papa deu uma "injeção de alto astral" e mostrou à juventude que é possível mudar. "Nós estávamos num clima de baixo astral com os protestos, que é bom e necessário", afirmou. "Mas a jornada completa as manifestações no sentido do valor de fraternidade e construção da solidariedade."

Gilberto Carvalho citou a pane no metrô para exemplificar o maior problema da Jornada, o transporte. "Com 3 milhões de pessoas não tem como não ter filas. Não há cidade no mundo que possa fazer uma chegada e saída de público sem filas."

Para Carvalho, a lição para os próximos eventos é "planejar, planejar e planejar". "A gente tem que aprender com cada evento. Copa e Olimpíada não terão esse público em uma cidade única. Problemas não tiram o brilho e o sucesso da Jornada".

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