Francisco discursou contra injustiças e citou ainda que pacificação só é bem feita se não deixar favela à margem

No 4º dia de visita ao País, Francisco passou pelo complexo de Manguinhos, no Rio. Sorridente e solícito com os fiéis, Francisco discursou fortemente contra as injustiças sociais e ainda defendeu a "cultura da solidariedade", que seria exemplo na sociedade brasileira. Para atrair fiéis, o papa utilizou expressões do País como "colocar água no feijão", citou que queria "pedir um cafézinho" e "não cachaça".

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"Quando planejava minha visita ao Brasil, tinha o desejo de visitar todos os bairros desse país e em cada porta pedir um copo de água fresca ou pedir cafézinho. E não um copo de cachaça", disse Francisco despertando risos entre os presentes.

Francisco citou também que a sociedade brasileira é exemplo quando o assunto é solidariedade. "Sempre colocam mais água no feijão, né?", perguntou o pontífice a plateia que respondeu prontamente: "Sempre". "E vocês fazem isso com amor, mostrando a verdadeira riqueza", disse. Segundo ele, o povo brasileiro é formado "por pessoas simples que podem dar ao mundo uma lição de solidariedade".

Injustiças e pacificação

Antes de ter a palavra, Francisco ouviu um depoimento de um morador da comunidade que agradeceu a vinda da pontífice. "A sua vida, Pai Francisco, nos levou à mídia nacional e internacional. [...] Somos pobres, pequenos, esquecidos."

Em resposta, Francisco citou em seu discuro que a comunidade não pode permanecer insensível às desigualdades. "Precisamos reforçar a cultura da solidariedade, ver no outro não um concorrente ou um número, mas um irmão"

O pontífice ainda ressaltou a importância dos trabalhos de combate à fome e à miséria. No entanto, sinalizou um crítica ao trabalhos de pacificação no Rio de Janeiro. "Todos os trabalhos de pacificação só serão bem sucedidos se as comunidades não forem abandonadas". A fala também despertou forte reação na comunidade.


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