Rio se prepara para mais protesto e confronto hoje

Por Agência Estado |

compartilhe

Tamanho do texto

Expectativa é de novo protesto nas imediações da residência do governador Sérgio Cabral, no Leblon

Agência Estado

A expectativa é de novo confronto na noite desta quinta-feira (25), no Rio, quando manifestantes se reunirão em um protesto nas imediações da residência do governador Sérgio Cabral (PMDB), no Leblon, zona sul do Rio.

Leia também:
Preso em ato não portava coquetel molotov, diz policial militar
Tribunal de Justiça concede habeas corpus a manifestante detido no Rio

AP
Policial é atingido pelas chamas do coquetel molotov jogado pelos manifestantes no Rio

Organizado pelo grupo "Fiscalização Popular do Governo do Rio de Janeiro", o ato está previsto para começar às 16 h e vai pedir a desmilitarização da polícia e a revisão das licitações em vigência no Estado, entre outras reivindicações. Eles também pedem explicações do governo quanto à possível participação de policiais no incitamento à violência durante a última manifestação ocorrida na cidade, no dia 22.

O grupo Black Bloc participará do evento, organizando a "missa de sétimo dia dos manequins da Toulon", loja depredada em protesto no dia 17.

Este será o sétimo protesto perto da casa do governador desde que eclodiram as manifestações, em junho. Nos dois últimos, nos dias 4 e 17 deste mês, houve confronto entre policiais e manifestantes, com pelo menos cinco feridos e 20 detidos. Foram registrados atos de vandalismo e depredação, e a polícia utilizou spray de pimenta, bombas de efeito moral e um caminhão com jato d’água contra manifestantes.

Infiltrado

Agentes da Coordenadoria de Inteligência (CI) da Polícia Militar do Rio estão analisando todas as imagens gravadas durante o protesto da última segunda-feira (22), nas imediações do Palácio Guanabara, que terminou em confusão após a cerimônia de recepção ao papa Francisco na sede do governo do Estado.

O objetivo é identificar quem jogou o primeiro coquetel molotov contra a barreira de policiais, a fim de esclarecer boatos que circulam nas redes sociais de que o manifestante seria um policial militar infiltrado. Na ocasião, dois PMs foram atingidos por um dos artefatos lançados, e ficaram com queimaduras pelo corpo.

Policiais lotados na CI contaram ontem ao Estado que a identificação do manifestante tornou-se a prioridade do setor neste momento. O sentimento é que a corporação tem sido acusada injustamente de iniciar os confrontos e está perdendo a "guerra virtual" travada nas redes sociais para grupos que organizam as manifestações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Leia tudo sobre: rio de janeirojmjjornada mundial da juventudejmj 2013papaprotestos

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas