Vendas do comércio aumentam durante a visita do papa, mas chuva atrapalha

Por iG Rio de Janeiro - Waleria de Carvalho |

compartilhe

Tamanho do texto

Peregrinos levam lembranças como camisetas e bonés da Jornada Mundial da Juventude e do Rio de Janeiro

O faturamento do comércio no Rio de Janeiro durante a Jornada Mundial da Juventude cresceu em 10%, de acordo com o presidente do Clube de Diretores Lojistas (CDL), Aldo Gonçalves. “Ainda não temos um número fechado porque o evento só acaba no domingo, mas o crescimento está na ordem de 10% com a venda de camisetas, bonés, souvenirs, broches, entre outros’’, disse Aldo, acrescentando que houve também aumento na aquisição de outros itens. “Os peregrinos compram qualquer tipo de moda e, embora não tenham poder aquisitivo alto porque são jovens, sempre levam uma coisa ou outra’’.

Saiba tudo sobre a Jornada Mundial da Juventude

Waleria de Carvalho
Camisetas da JMJ são vendidas para peregrinos no Rio de Janeiro

Nesta quarta-feira (24), os comerciantes, porém, enfrentaram um vilão: o tempo. Com temperaturas baixas e chuva, as lojas receberam menos gente. Dono da Carioca Planet, em Copacabana, há 21 anos, Ronaldo Cherem afirmou que o movimento aumentou porque a cidade está cheia e não em função da JMJ. Eram 14h de quarta-feira e poucas pessoas tinham aparecido para comprar por causa do mau tempo.

No Saara (Sociedade dos Amigos e Adjacências da Rua da Alfândega) a expectativa dos comerciantes também era maior do que acabou se concretizando até agora. “Tem muito peregrino visitando o Saara, mas não tem ninguém comprando. Agora, é claro que qualquer venda é um aumento”, disse Enio Bittencourt, que que contabilizou um crescimento de 8% no faturamento das cinco lojas católicas do local. “Vamos ver se até domingo melhora".

Peregrinos no Rio:
Pequena paróquia da Rocinha vira ponto turístico da JMJ
“Nossa língua em comum é a fé”, dizem franceses hospedados em morro

Quem comemora o aumento de cerca de 20% em seu faturamento é a dona da rede de lojas Vitacura, Patrícia Etchecoin. A rede trabalha com produtos cariocas e no momento está focada em objetos da Jornada Mundial da Juventude. “Os peregrinos estão aqui. Ele compram tudo, pulseirinha, terço, camisas. Acho que essa Jornada está sendo muito boa. Estou sentindo a energia diferente. São jovens católicos que têm paciência para esperar. Amanhã com a missa do Papa será ainda melhor’’.

Lembrança para a mãe

Waleria de Carvalho
Restaurantes fizeram pratos para peregrinos durante a JMJ

O publicitário Clóvis Filho, de 24 anos, veio de Fortaleza para trabalhar como voluntário na JMJ e estava na dúvida do que levaria para a mãe no quiosque da Vitacura, no Forte Copacabana. Ele acabou optando por uma camisa rosa da JMJ, uma das peças mais vendidas segundo o presidente da CDL, Aldo Gonçalves. “Vou levar uma blusa cinza para mim e outra para a minha mãe, Sandra Maria Teófilo. Ela queria vir mas por causa do trabalho não deu’’, disse Clóvis, que se “encontrou’’ novamente com a fé graças à Jornada Mundial da Juventude. “Minha fé foi resgatada’’, disse.

Donos de restaurantes também mudaram sua rotina durante a jornada. O Pigalle, em Copacabana, por exemplo, está servindo um “prato peregrino”, que custa R$ 15 com direito a um refresco.

Leia tudo sobre: jmjjmj 2013jornada mundial da juventudeperegrinos

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas